Pense Simples, por Gustavo Caetano / inovação e empreendedorismo
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Tem uma automação que parece pequena, mas muda a reunião de segunda.
O Google Workspace CLI apareceu no Hacker News esta semana. Ele transforma Drive, Gmail, Agenda, Docs e Sheets em comandos. Parece coisa de dev, mas o ponto para negócio é outro: muito trabalho que hoje fica perdido em aba, planilha e pedido no chat pode virar rotina com rastro.
Minha ferramenta para testar hoje seria o gws. Testa em uma tarefa chata do time, tipo listar arquivos recentes de uma pasta, criar uma planilha padrão ou checar agenda, e tenta virar isso em um comando com saída em JSON.
Se isso economizar 20 minutos por semana e deixar rastro, já paga a conversa. Se pedir acesso demais, você achou o risco antes de colocar IA mexendo na casa inteira.
https://github.com/googleworkspace/cli
Promessa solta vira retrabalho com nome bonito.
Alguém falou "depois eu vejo", ninguém virou dono e a semana seguinte começa igual.
Minha ferramenta para testar hoje seria o Plane. É um gerenciador de projetos open source para transformar pedido, bug ou ideia em item com responsável, ciclo e visão de progresso.
Pega uma promessa que saiu da última reunião e escreve no Plane como se fosse trabalho de verdade: qual entrega, quem decide, até quando e o que bloqueia.
Se não der para preencher isso, você não tem tarefa. Tem esperança com prazo imaginário.
https://github.com/makeplane/plane
IA sem painel vira gasto com cara de inovação.
O time chama de piloto. A fatura chama de operação.
Antes de liberar mais um agente, eu faria uma pergunta simples: você consegue ver custo, latência e qualidade por tarefa?
Minha ferramenta para testar isso hoje seria o Langfuse. Ele é open source e ajuda a rastrear chamadas de IA, medir qualidade e enxergar onde o fluxo fica caro ou lento. Pega um processo com IA que já existe e escreve as 3 métricas que deveriam aparecer antes de escalar.
Se ninguém sabe medir, ainda não é transformação. É aposta.
https://github.com/langfuse/langfuse
Tem call que não morre na call.
Morre no follow-up.
O fundador sai achando que foi bem, manda um e-mail bonito, mas responde a pergunta errada. O investidor queria entender risco de margem, ele volta falando de produto. Parece pequeno. Numa rodada, esse desencontro vira "vamos acompanhar".
Eu faria uma coisa simples depois de cada conversa importante: pegaria a transcrição e pediria para a IA separar "perguntas respondidas", "perguntas desviadas" e "provas que prometi enviar".
Minha ferramenta para testar esse ritual é o Fathom AI Notetaker. Em calls de Zoom, Meet ou Teams, ele grava, transcreve e resume a conversa para você checar o follow-up contra o que foi dito. A lição é simples: antes de vender melhor, escute melhor.
Na próxima call comercial ou de fundraising, você vai responder ao sinal real ou ao que queria ter ouvido?
https://www.fathom.ai/
Decisão ruim quase sempre começa com contexto espalhado.
Um PDF no Drive, três links no WhatsApp e alguém pedindo “só uma opinião rápida”.
Minha ferramenta para testar isso hoje seria o Google NotebookLM. Pra que serve aqui: juntar as fontes e pedir um briefing de uma página com decisão em aberto, evidências fortes, dúvidas sem resposta e riscos de decidir hoje.
O ganho não é “resumir documento”.
É parar de discutir com metade do contexto na mesa.
Testa com um contrato, proposta ou pesquisa que está travando uma reunião.
Se o briefing ainda ficar fraco, você descobriu o problema real: falta fonte, não falta IA.
https://notebooklm.google/
IA boa de manhã não é abrir 12 abas.
É escolher uma decisão pequena e parar de chutar.
Antes da primeira reunião, pega uma dúvida que está travando o dia.
Ferramenta para testar: Perplexity - pergunta com fonte aberta: "quais são os 3 riscos de decidir isso agora e que evidência eu deveria checar?".
Em 5 minutos você separa opinião de sinal.
Parece pouco. É exatamente onde muita reunião para de virar teatro.
https://www.perplexity.ai/
A reunião cara não é a longa.
É a que termina sem decisão e vira custo escondido.
Já vi time sair de call achando que alinhou tudo. No dia seguinte, cada pessoa tinha entendido uma prioridade diferente. Aí vem o clássico: mais uma reunião para explicar a reunião.
Eu faria uma regra simples para qualquer operação: toda conversa importante precisa acabar com 3 linhas copiáveis: decisão, dono e próximo passo.
Testa o Microsoft Copilot para transformar as notas da call em uma lista só com decisões, donos e pendências. Se não aparecer dono, você não tinha alinhamento. Tinha barulho bem documentado.
Link: https://copilot.microsoft.com/
Bug pequeno não precisa virar reunião.
Precisa virar diff revisável.
Ferramenta do dia: OpenAI Codex CLI. Pra que serve: você aponta para uma pasta do projeto, explica o problema em português e ele lê o código, propõe a mudança e roda comandos no próprio ambiente.
Eu testaria assim: pega um bug que está parado por ser “pequeno demais para priorizar” e pede um patch com teste mínimo. Se sair diff claro, você economizou uma rodada de alinhamento.
Ferramenta para testar: Codex CLI, para transformar tarefa técnica curta em alteração revisável antes de chamar mais gente para a conversa.
Link: https://developers.openai.com/codex/cli
Formulário preenchido ainda não é lead.
É só alguém levantando a mão. Às vezes para comprar. Às vezes para baixar um PDF e sumir.
Eu faria uma triagem simples agora cedo: pega os últimos 5 formulários e marca só três coisas: dor explícita, urgência e próximo passo possível.
Se tiver só nome, email e cargo bonito, não joga no forecast. Joga na triagem. O CRM agradece. O comercial também.
Testa o Typeform Formless para perguntar contexto no próprio formulário e separar lead com sinal real de cadastro curioso antes de virar tarefa do vendedor.
Guarda essa pergunta: isso tem dor, urgência e próximo passo ou só virou mais uma linha na planilha?
Link: https://www.typeform.com/products/formless/
Turma, ainda temos algumas vagas para o workshop de 10x com IA que estou fazendo junto com Merthub. Consegui 20% de desconto para nosso grupo aqui: 10x Academy — Imersão para CEOs que querem crescer 10x https://share.google/nAR5UKOt35wP2bD1n
O jeito mais rápido de publicar pode ser o mais caro.
Hoje apareceu um erro clássico: post no ar, mas sem fonte fácil de auditar depois. Parece detalhe operacional. Não é. Quando ninguém consegue provar de onde saiu a peça, o time perde tempo decidindo se mantém, apaga ou refaz.
Eu faria uma regra simples: nada vai para o ar sem um registro mínimo de pauta, canal e decisão. Usaria o Miro AI para transformar esse rascunho em checklist visual antes da publicação, para o time não depender de memória no fim do dia.
https://miro.com/ai/
Você tem uma regra dessas antes de publicar ou só descobre no pós-mortem?
O pedido mais caro de IA é o que parece pequeno.
Ele entra como "só automatizar isso aqui" e vira fila paralela sem dono.
Antes de aprovar mais uma ideia, coloca todos os pedidos em uma base simples com três colunas: impacto no negócio, esforço do time e risco se der errado.
Eu usaria o Airtable AI para resumir cada pedido e agrupar os que parecem diferentes, mas atacam o mesmo problema. A economia não está na automação. Está em matar prioridade duplicada antes dela virar projeto.
https://www.airtable.com/product/ai
Qual pedido pequeno já está virando projeto grande aí?
Quando o dashboard diz "fonte indisponível", eu não chamaria isso de dia ruim. Chamaria de painel cego.
Antes das 10h, abre o funil e separa três coisas: visita, formulário enviado e lead qualificado. Se misturar os três, você comemora barulho ou mata um canal bom sem prova.
Testa no ChatGPT com os eventos de ontem e pede uma tabela simples: conversa real, teste, spam ou duplicado. Depois cruza com CRM/inbox antes de chamar qualquer coisa de lead.
Cinco minutos nisso salvam uma reunião inteira de achismo.
https://chatgpt.com/
A call mais perigosa é a que saiu todo mundo animado.
Mas ninguém saiu com critério de avanço.
Já vi venda "quente" morrer assim: o cliente elogia, pede proposta, o time comemora e só depois percebe que não existia dor com dono, prazo ou consequência.
No próximo follow-up, segura o deck por 5 minutos e escreve uma frase com o problema que custa dinheiro agora, quem assina a próxima decisão e o que precisa acontecer até sexta.
Minha ferramenta para testar isso é Gong: revisa chamadas comerciais e ajuda a separar entusiasmo de evidência real de compra.
Link: https://www.gong.io/
Qual venda no seu pipeline está bonita, mas ainda sem critério?
Uma pergunta boa para qualquer comitê de IA:
"qual decisão da empresa muda se isso funcionar?"
Se ninguém sabe responder, o problema ainda não é tecnologia. É briefing.
Antes de contratar palestra, workshop ou programa de IA, eu usaria 3 filtros:
1. onde entra no P&L;
2. qual risco aumenta se ninguém virar dono;
3. que decisão precisa sair da sala na segunda-feira.
IA no board não começa com ferramenta. Começa com uma decisão que alguém vai ter que bancar.
Ferramenta para testar: ChatGPT - cole a pauta da sua última reunião sobre IA e peça para ele separar P&L, risco, dono e decisão de segunda-feira.
https://chatgpt.com/
Diagnóstico executivo de 15 minutos:
https://www.gustavocaetano.com/palestra-sobre-ia?utm_source=telegram&utm_medium=owned&utm_campaign=kr5u_no_budget_demand_20260611&utm_content=boardroom_ai_decision_telegram
Reunião de IA sem fonte vira teatro caro.
Todo mundo opina, ninguém decide.
Teste em 5 minutos: pegue uma ideia que apareceu na última reunião e separe só três linhas: fato confirmado, hipótese e decisão que muda se a hipótese for verdadeira.
Se faltar o fato, a pauta ainda não está pronta para virar projeto.
Ferramenta para testar: Perplexity - use para checar fontes antes de transformar uma opinião bonita em prioridade da semana.
Link: https://www.perplexity.ai/
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