Coração de Urtiga 🌿
前往频道在 Telegram
Reflexões vivas sobre Terra Corpo como Medicina: eco-filosofia, eco-mitologia, espiritualidade da Terra, herbalismo, movimento, arte e terapia eco-somáticos.
显示更多742
订阅者
无数据24 小时
无数据7 天
-130 天
帖子存档
Sabes aquelas conversas casuais, de café, de ocasião?
Estas conversas têm uma função importante de regulação nervosa. Aligeiram o ambiente e criam assim lugares seguros e de maior engajamento social. No entanto, para pessoas altamente sensíveis estas conversas podem ser intoleráveis ou podem ser muito desgastantes.
As pessoas altamente sensíveis formam, segundo estatísticas actuais, 15 a 20% da população mundial. Não somos uma raridade, mas somos uma minoria, estando no limiar da neuro-diversidade.
Durante a maior parte da minha vida fui incapaz de ter conversas casuais. Fui entendida como uma pessoa mal-educada, fria, distante e arrogante, superior demais para se relacionar com as pessoas. Na infância esta dificuldade podia traduzir-se em demorar meia hora até conseguir tocar à campainha da vizinha para ir buscar uma peça de roupa caída acidentalmente no seu quintal. Na adolescência traduziu-se numa aversão a cafés e espaços públicos com muita gente, que na verdade amenizou mas ainda faz parte das minhas características.
Os mamíferos são animais de tribo. Mas de matilha, não de civilizações massivas de desconhecidos.
Viver com alta sensibilidade é uma aprendizagem constante: percebo que sou apenas capaz de atender o telefone a pessoas próximas, sejam familiares ou pessoas que acompanho individualmente, e que números desconhecidos terão que me contactar por whatsapp ou Telegram, onde respondo quando me sinto disponível e preparada.
Faz com que muitas vezes recuse festivais e grandes eventos de grupo, quer de lazer quer profissionais. Esta foi talvez uma das maiores aprendizagens: costumava aceitar tudo, julgava severamente a minha (a)normalidade, sentia um FOMO avassalador (fear of missing out). Depois de várias ressacas sociais que se traduziam em burn outs de semanas, hoje entendo claramente que preciso de respeitar o meu sistema nervosos para estar disponível para mim, para a minha família e para o meu trabalho que amo e que acontece justamente em encontros terapêuticos individuais ou em formações com grupos pequenos, onde podemos abraçar a intimidade e a profundidade, que são as águas onde melhor navego.
Às vezes temos que adaptar os contextos e ir na direção oposta à externalização e velocidade que a cultura impõe e que tantas vezes nos atropela.
Hoje percebo que mais do que de pausas preciso de me manter atenta à regulação nervosa no quotidiano, escutar o meu corpo é precisamente o maior gesto de empatia e o que mais me aproxima dos outros: porque é a escolha consciente e diária de amparar e acolher a vulnerabilidade como uma fonte de potência, presença e sabedoria.
Vamos falar de Herbalismo?
Tenho tido muita vontade de escrever mais acerca deste tema, que é tão central desde sempre na minha vida.
O mais importante a dizer é: uma planta não se reduz aquilo que faz. As plantas não são apenas as suas propriedades medicinais e as suas propriedades medicinais não vão ser as mesmas para todas as fisiologias.
Isto quer dizer que:
As plantas são seres vivos, sencientes, conscientes, sensíveis e existem no planeta há muitíssimo mais tempo do que os animais (dos quais fazemos parte).
As plantas pertencem a uma espécie mas têm cada uma, individualmente, a dia personalidade. Para alguns povos indígenas de Turtle Island (actual EUA e Canadá) cada planta recebia um nome individual consoante a família a que pertence mas também o lugar onde cresce. Uma alfazema que cresça em Sintra num local mais húmido e outra numa planície alentejana teriam diferentes prefixos ou sufixos que falariam destas qualidades de Sol, Solo e chuva na constituição da estrutura física e personalidade da planta. Afinal, nós também pertencemos a uma família mas não somos a nossa família. Nascer em Portugal ou na Mauritânia é certamente muito diferente para quem nos tornamos e como nós desenvolvemos.
As propriedades medicinais das plantas não servem apenas para seres humanos. Servem, acima de tudo, para mineralizar o solo, criar a rede hídrica subterrânea que formará os rios nas florestas, renovar oxigénio, criar bancos de nutrição para si e plantas, animais, fungos, bactérias boas ao redor. A planta é parte indissociável do ecossistema e mesmo as plantas das nossas varandas são fundamentais para fomentar a população de insectos polinizadores e pássaros, por exemplo. Daí que, as plantas não se consomem. Temos uma relação consciente com elas ou não vamos tirar qualquer benefício profundo do contacto com elas. A ideia de consumir ou usar plantas como se fossem objetos precisa de ser o primeiro passo na nossa reeducação sistémica. Se queremos processos conscientes não podemos objectificar as plantas nem cair no grave erro de acreditar que existem para nosso consumo e benefício, porque recebemos colateralmente o tanto que as plantas doam ao ecossistema do qual fazemos parte. Sobretudo se recolhemos plantas selvagens temos que ter a sensibilidade de perceber claramente que as plantas não nos pertencem e não são para nós. Não temos o direito de colher o que nos apetece sem considerar o impacto que pode ter.
🌿Continua para a semana. Digam-me: como vos tocam estas palavras?
Lembro -me de quando a Paz era um conceito totalmente estrangeiro para a minha fisiologia. Uma sensação desconhecida e até estranha.
Afinal, são gerações após gerações, na minha família, a transmitir um ciclo de desregulação nervosa onde a inquietude e a ansiedade são o normal e até o desejável.
É que na Beira passou-se muita fome e frio (tal como em todo o país), e na minha família isso traduziu-se num valorizar da preocupação constante que é tida como inteligência para garantir o alimento de amanhã e sobreviver.
É pura resiliência nervosa ao serviço da sobrevivência, sim. No entanto, numa cultura que por gerações a perder de vista normalizou o abuso de ricos sobre pobres, homens sobre mulheres, mulheres sobre crianças, crianças sobre animais repetidamente. Onde a fome, frio, violência e alcoolismo são o quotidiano, perdeu -se a capacidade de estabilidade e segurança.
A ansiedade constante, que é o medo do futuro permanente por conta da tanta instabilidade do passado, traduz-se num estado de inflamação crónica que passa, fisiologia após fisiologia.
Somos mamíferos, sintonizamos o nosso sistema nervoso com a nossa família de origem, para os recursos de resiliência como para os de disrupção. A pertença é sempre uma prioridade na primeira infância, o vínculo faz-se tanto pelo afecto, como pela afectação, como pela violência. Uma disrupção normalizada impede que sejam reconhecidos, amparados e reparados os danos e que a regulação nervosa seja reposta.
Antes de aprendermos a auto- regulação, por sermos animais de tribo intrinsecamente, aprendemos a co-regulação. É o sistema nervoso e a fisiologia dos nossos cuidadores que informa os nosso sistema nervoso, o nosso desenvolvimento cerebral, o comportamento dos nossos órgãos e a forma como nos sentimos em nós e como vivemos e criamos relacionamentos. Podemos confundir facilmente estabilidade com conflito, amor com violência, afecto com invasão de limites físicos ou emocionais.
Porque se não aprendemos neste primeiro lugar do encontro a co- regulação nervosa, será muito mais difícil ter recursos de auto-regulação na vida adulta.
Isto não quer dizer que os cuidadores têm que estar sempre regulados, de todo e claro que não. No entanto, aprender a caminhar entre regulação, desregulação e retorno à regulação é o caminho natural mamífero. Vejamos: uma raposa vai ter desafios a partir do momento em que sair da toca, até ameaças de vida, irá desregular. No entanto, ao retornar à toca repõe o seu senso de segurança e estabilidade do sistema nervoso. Esta dança confere resiliência.
No meu caso, a ansiedade crónica traduzia-se em inflamação crónica e em nunca chegar à toca . Parar numa era seguro, então este loop de luta, fuga, impotência repetia-se internamente e eternamente, mesmo nas melhores condições externas e às vezes sobretudo nelas.
É que quando o nosso sistema nervoso não sabe parar em segurança os lugares de amparo tornam-se ameaçadores por estarmos sempre à espera que vá acabar depressa e com violência.
Este é um dos muitos aspectos somáticos que são transmitidos de forma inconsciente: se por um lado não há senso de segurança, por outro somos excelentes em tempo de crise, porque viver em crise interna constante torna-nos muito hábeis.
Não se trata de eliminar este traço, mas de o equilibrar: esta é um ferramenta que faz parte de nós, mas podemos adquirir e aprender a usar outras. Assim, podemos usar estas aptidões quando necessário e não as usar quando são destrutivas.
Mas, não depende da apenas da vontade, mas de um trabalho na fisiologia que possa cuidar a carga traumática residual e encontrar no corpo o mapa da regulação, com tempo, escuta e respeito.
Então: se te for difícil parar e estiveres num loop de ansiedade reúne recurso, pede ajuda, e não te culpes se os conceitos racionais não bastarem. O corpo que sente todas estas sensações avassaladoras também tem a chave para as regular.
Sente os pés no chão, respira. Há caminho, mesmo que não se veja ainda, há caminho.
E a beleza é que, os traços herdados mudam na família quando os mudamos em nós, com compaixão e paciência.
🌿OUSAR SENTIR CADA PASSO DO CAMINHO
Para todas as pessoas na travessia de dias desafiantes, especialmente parentalidade, pós parto, ansiedade, burnout, luto, doença súbita ou crónica: requer muita coragem dar e sentir cada passo do caminho.
Muitas vezes, não valorizamos o que conseguimos e estamos a conseguir, focando o olhar exclusivamente ou quase no que fica por fazer. No entanto, há uma imensidão de trabalho interior por detrás de cada dia, de cada gesto.
Muitas vezes, este caminho é feito de uma construção interna que não é visível de fora; podemos lembrar que assim é também com as raízes das árvores. O trabalho interno é o que sustenta o que será o crescimento externo. Demore o tempo que demorar.
Se a cada dia fôr 0.01% melhor já é uma conquista. A persistência de cuidar, regenerar e continuar mesmo no desalento e no cansaço é coragem, é potência.
Tantas vezes essa coragem é expressa no parar, no fazer mais lento, no começar finalmente a ousar conhecer o nosso ritmo e o nosso corpo e coração sem a micro violência incentivada de os atropelar constantemente.
Essa coragem é ser o salmão e ir contra a corrente em vez de seguir o movimento mais óbvio. É ir de encontro à nascente, à força primeira da Alma como parte da Natureza Viva, selvagem, preciosa.
Está em nós.
Que a cada dia possamos ter um minuto de valorização e agradecimento pela nossa jornada interior, porque só nós sabemos o tanto labor, dedicação e sensibilidade que estão por detrás de cada acção.
🌿 Fazer de Mãe de mim própria
Numa sociedade preocupada com a melhor maneira de educar uma criança
Descobri a necessidade de misturar o que é melhor para os meus filhos, com o que é necessario para uma Mãe bem equilibrada.
Reconheço que o dar interminavel se traduz em esgotar-se a dar.
E quando se esgota a dar não é uma Mãe saudável e não é um Eu saudável.
Por isso, estou a aprender a ser mulher em primeiro lugar e Mãe em segundo.Estou a aprender a sentir apenas as minhas próprias emoções.
Sem roubar aos meus filhos a sua dignidade individual por sentir também as suas emoções.
Estou a aprender que uma criança saudável tem o seu próprio conjunto de emoções e caracteristicas que são só suas.
E muito diferentes das minhas.
Estou a aprender a importância de trocas honestas de sentimentos porque o fingimento não engana as crianças.
Conhecem a Mãe melhor do que ela se conhece a si propria.
Estou a aprender que ninguém ultrapassa o seu passado a menos que se confronte com ele.
Caso contrário, os filhos absorverão exactamente o que ela esta a tentar ultrapassar.
Estou a aprender que as palavras de sabedoria caem em ouvidos surdos se as minhas acções contradisserem os meus actos.
As crianças tendem a ser melhores imitadoras que ouvintes.
Estou a aprender que a vida se destina a ser preenchida com tanta tristeza e dor como alegria e prazer.
E permitir-mo-nos sentir tudo o que a vida tem para oferecer é um indicador de realização.
Estou a aprender que a realização não pode ser atingida por me esgotar a dar-me, mas dando-me a mim própria e partilhando com os outros.
Estou a aprender que a melhor maneira de ensinar os meus filhos a viver uma vida preenchida não é sacrificando a minha vida.
É vivendo eu própria uma vida preenchida.
Estou a tentar ensinar os meus filhos que tenho muito para aprender
Porque estou a aprender que liberta-los
É a melhor forma de continuarmos ligados.
Nancy Mcbrine Sheehan
🌿 ELLA
Uma viagem ao coração dos lugares sagrados das Terras de Brigid, num círculo de mulheres íntimo.
Caminharemos pelos trilhos Ancestrais neolíticos, visitando e cerimonializando com reverência e amorosidade em círculos de pedras, monumentos fúnebres, cascatas, nascentes, montanhas.
Adentrando o saber das plantas do herbalismo medicinal e mágico Celta e druidíco.
🌿Link completo aqui:
https://mailchi.mp/e1e552e26ae2/candelria-caminhada-nocturna-celebrao-de-xamanismo-e-peregrinao-a-inglaterra-neoltica
💌 senhoradazenha@gmail.com
🕯️🕯️Saiu hoje a nossa newsletter de Fevereiro, alinhada com as celebrações da Candelária (Imbolc) e também com as primeiras notícias da nossa Peregrinação de Ostara a Inglaterra neolítica.
🌿Iniciamos Fevereiro, que assinala o meio do Inverno, com dois convites envoltos em Amorosidade e intimidade com a Terra Viva:
🌿Dia 3 de Fevereiro, pelo fim da tarde (19h), adentramos o Bosque para caminhar na protecção de Turibriga, a Senhora do Leite, celebrando assim a Candelária.
🌿Dia 12 de Fevereiro, temos um dia de Xamanismo Ibérico onde abraçamos a Senhora do Leite e da candeia: Turibriga.
👇Continua
🕯️🕯️Saiu hoje a nossa newsletter de Fevereiro, alinhada com as celebrações da Candelária (Imbolc) e também com as primeiras notícias da nossa Peregrinação de Ostara a Inglaterra neolítica.
🌿Iniciamos Fevereiro, que assinala o meio do Inverno, com dois convites envoltos em Amorosidade e intimidade com a Terra Viva:
🌿Dia 3 de Fevereiro, pelo fim da tarde (19h), adentramos o Bosque para caminhar na protecção de Turibriga, a Senhora do Leite, celebrando assim a Candelária.
🌿Dia 12 de Fevereiro, temos um dia de Xamanismo Ibérico onde abraçamos a Senhora do Leite e da candeia: Turibriga.
🌿 ELLA
Uma viagem ao coração dos lugares sagrados das Terras de Brigid, num círculo de mulheres íntimo.
Caminharemos pelos trilhos Ancestrais neolíticos, visitando e cerimonializando com reverência e amorosidade em círculos de pedras, monumentos fúnebres, cascatas, nascentes, montanhas.
Adentrando o saber das plantas do herbalismo medicinal e mágico Celta e druidíco.
🌿Link completo aqui:
https://docs.google.com/forms/d/1HFMcKlGVz2ReOG5Vip5WRJ7ISDvbGq_PQiNXBxkYRxo/edit
💌 senhoradazenha@gmail.com
Olhem só a conversa que já está disponível. Esta foi incrível, espontânea, tecendo-se a sim mesma e com a benção da participação de quem esteve connosco.
O Ciclo da Violencia
Com Ana Alpande e Íris Garcia
Este episódio começa sem tema, navegando ao sabor do vento mas logo se transforma numa conversa participativa sobre trauma, violência, abuso e a necessidade de reconhecer os lugares de vítima, salvador e perpetuador.
Gratas a quem se fez presente e ofereceu a sua voz.
https://open.spotify.com/show/4c8KZL7R2fgPfMcExMpE1m
🌿 Sábado à tarde, depois da Masterclass de Herbalismo Ancestral, temos uma caminhada por entre o Bosque.
Resgatando a relação consciente com as plantas como seres sencientes, a sua importância para o solo e ecossistema, os seus dons medicinais e a sua mitologia ancestral.
Para quem participa na Masterclass o valor tem um desconto de 50%
As vagas são muito limitadas e já poucas restam.
Quem se junta?
🕯️ Informações:
https://feminineconsciousness.com/events/caminhada-de-herbalismo-medicinal/?occurrence=2023-01-14
💌 senhoradazenha@gmail.com
🕯️ Às 17:30 temos encontro no Zoom para mais uma episódio ao vivo do nosso podcast.
Link abaixo.
Toda a gente é bem-vinda. 🍁
https://us02web.zoom.us/j/88396518634
Por vezes para pessoas no espectro da alta sensibilidade as celebrações colectivas são uma pressão.
Para além do que nos conta das nossas histórias pessoais deste ano e de outras passagens, pode também aprofundar a visibilidade de quem está só, nas ruas, a atravessar fases tão duras bem como a situação ecológica ou a forma como os animais sofrem com o ruído desta celebração.
Há muitos pontos de activação neste dia e há ainda a pressão de celebrar, estar alegre ou bem quando pode não ser o que estamos a sentir.
Por isso, sublinho a importância da auto-preservação:
- a quem tenha feito planos e não se sinta capaz de os levar adiante: está tudo bem em mudar de ideias para respeitar o nosso sistema nervoso
- a quem queira sair mas precise de ficar menos tempo: é um gesto de maturidade reconhecer, respeitar e comunicar os nossos limites (que variam a cada dia e fase de vida)
- a quem decide ficar só: o que seria nutridor hoje? Esta pergunta é tão orientadora
- se temos celebrações em grupo em casa: como criar um espaço que seja seguro e simples para todas as pessoas que fazem parte?
Nota que vivemos numa cultura completamente viciada em intensidade e alta estimulação.
Nem todos nós conseguimos acompanhar. Ao entrar em esforço arriscamos a ressaca social, que é uma baixa do sistema nervoso caracterizada pela forte exaustão, isolamento e tristeza.
Por vezes, escolher grupos mais íntimos, ou até estarmos apenas connosco no nosso ambiente e criar a nossa própria cerimonia de fim de ciclo pode ser mais nutridor e permitir atravessar com mais respeito, integridade e consciência esta noite.
Eu preciso de espaço e tempo para me regular porque as transições são sempre algo que ao mesmo tempo me inspira mas também me desorienta.
Respirar, acender uma vela, aquecer a casa, defumar, escrever, banho quente com sal e alfazema, oferenda de preces a quem está em situação de desamparo, reconhecimento do tanto que tenho a agradecer sobretudo à generosa Terra, Água, animais e plantas, preparação de alimentos nutridores e partilha com poucas pessoas que me são mais próximas são os meus gestos para hoje.
Quais os vossos?
Que Caminhemos com Carinho a cada passo do caminho.💜
Por vezes para pessoas no espectro da alta sensibilidade as celebrações colectivas são uma pressão.
Para além do que nos conta das nossas histórias pessoais deste ano e de outras passagens, pode também aprofundar a visibilidade de quem está só, nas ruas, a atravessar fases tão duras bem como a situação ecológica ou a forma como os animais sofrem com o ruído desta celebração.
Há muitos pontos de activação neste dia e há ainda a pressão de celebrar, estar alegre ou bem quando pode não ser o que estamos a sentir.
Por isso, sublinho a importância da auto-preservação:
- a quem tenha feito planos e não se sinta capaz de os levar adiante: está tudo bem em mudar de ideias para respeitar o nosso sistema nervoso
- a quem queira sair mas precise de ficar menos tempo: é um gesto de maturidade reconhecer, respeitar e comunicar os nossos limites (que variam a cada dia e fase de vida)
- a quem decide ficar só: o que seria nutridor hoje? Esta pergunta é tão orientadora
- se temos celebrações em grupo em casa: como criar um espaço que seja seguro e simples para todas as pessoas que fazem parte?
Nota que vivemos numa cultura completamente viciada em intensidade e alta estimulação.
Nem todos nós conseguimos acompanhar. Ao entrar em esforço arriscamos a ressaca social, que é uma baixa do sistema nervoso caracterizada pela forte exaustão, isolamento e tristeza.
Por vezes, escolher grupos mais íntimos, ou até estarmos apenas connosco no nosso ambiente e criar a nossa própria cerimonia de fim de ciclo pode ser mais nutridor e permitir atravessar com mais respeito, integridade e consciência esta noite.
Eu preciso de espaço e tempo para me regular porque as transições são sempre algo que ao mesmo tempo me inspira mas também me desorienta.
Respirar, acender uma vela, aquecer a casa, defumar, escrever, banho quente com sal e alfazema, oferenda de preces a quem está em situação de desamparo, reconhecimento do tanto que tenho a agradecer sobretudo à generosa Terra, Água, animais e plantas, preparação de alimentos nutridores e partilha com poucas pessoas que me são mais próximas são os meus gestos para hoje.
Quais os vossos?
Que Caminhemos com Carinho a cada passo do caminho.💜
Sabem o que traz 2023?
☺️Conferência, encontro, festival de Eco-Mitologia
Será a primeira vez que se este tema será trazido de forma centrada em Portugal. Ocorrerá, em formato online, ao longo de uma semana – 7 dias de 25 a 31 de Março, entre as 6.45pm às 9pm, hora de Portugal continental.
Várias apresentações de 40min que incluem perguntas e respostas. Haverá apresentações (pelo zoom) ao vivo e conteúdos gravados, tudo em português ou com legendas. As apresentações ao vivo ficam gravadas para serem vistas ao seu ritmo.
👉 Promoção de inscrição antecipada até 10 de Fevereiro: https://serpentedalua.com/produto/1o-encontro-de-eco-mitologia/
👉 Programa e professores brevemente.
