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Pra vocês que ficam se questionando se votar é ético ou anti-ético, percebam que na prática é algo quase impossível de se punir se for anti-ético. Portanto é algo que vocês não precisam ficar perdendo tempo se desgraçando da cabeça, pelo menos por enquanto.
Geralmente o argumento feito é que você, eleitor de um candidato eleito, é cúmplice (ou até mesmo mandante) das agressões dele. Afinal, você foi um dos responsáveis por ele estar lá. Nenhum político está lá está por acaso, está lá porque teve votos. Eu, C4, não concordo com esse argumento, mas vou entreter como verdadeiro por um momento.
Vamos supor um cenário de voto obrigatório, secreto, e com a possibilidade de votar nulo/branco na urna, como no Brasil de hoje e em vários lugares do mundo. Se a pessoa simplesmente não ir votar, foda-se, já é inocente em todos os casos. Mas no caso de um votante... A única evidência que você tem é que Joãozinho compareceu à uma secção eleitoral e fez a urna emitir certos sons, com os mesários e outros eleitores como testemunhas disso. Fora isso, você não tem mais nada.
Simulando uma polícia e tribunal libertários que respeitem o devido processo legal (presunção de inocência, amplo direito de defesa, entre outras coisas interessantes do tipo) e tenha um juíz imparcial, o ônus de traçar a linha de causa e efeito está com a promotoria. Está com quem acusa. Exceto uma confissão séria por parte de Joãozinho, que argumentos existem? Os investigadores e a promotoria conseguem construir e ligar os 3 pontos do Triângulo do Crime (Motivo + Meios + Oportunidade) e apresentá-lo para o juíz e/ou para o júri?
Então a promotoria diz: "Joãozinho manifestava seu apoio pelo Mito publicamente e pedia pras outras pessoas votarem nele!"
Joãozinho pode muito bem responder que atrás do papelão cobrindo a urna ele votou nulo, em branco, ou fez algum truque pra urna emitir os sons pra ele ser liberado pelos mesários. Ele pode se defender simplesmente alegando que mudou de idéia no último instante. O ônus volta para a promotoria, que não tem contra-argumentos já que não existem testemunhas pra falarem o contrário. E mesmo se houvesse, seria a palavra da testemunha contra a palavra de Joãozinho. Um caso fraco.
A promotoria não tem como razoavelmente ligar Joãozinho à um político eleito. Não tem como ligar ele às agressões que o político pratica, praticou e irá praticar. Joãozinho sai como inocente em todos os casos. Talvez a promotoria possa tentar acusa-lo por incitação ao crime por ele ter pedido pras outras pessoas votarem ou por Joãozinho ter feito campanha (lembrando que estamos supondo que ser eleitor de um político eleito é o mesmo que ser cúmplice/mandante), mas aí já estamos falando de outro crime, e a depender da maneira que Joãozinho disse essas coisas ele pode alegar que não é responsável pelas ações de terceiros e se livrar dessa condenação também.
Então como descobrir o que Joãozinho de fato fez na urna? Apenas roubando a urna, hackear ela pra descobrir a verdadeira ordem dos votos e correlacionar com a ordem na listinha dos mesários. Se Joãozinho foi o vigésimo votante, basta ver qual foi o vigésimo voto computado pela urna. Obviamente libertários não veriam problema em vandalizar os instrumentos da festa da democracia, mas uma ação dessas iria provocar uma resposta violenta por parte do estado e seus agentes.
Considerando que se descobrirem que Joãozinho votou num candidato eleito e sua punição seria pequena por conta da proporcionalidade (já que a participação dele no crime foi ínfima, já que até pra vereador existem inúmeros outros eleitores responsáveis por botar ele na câmara), um juíz de um tribunal libertário provavelmente não iria ordenar essa produção de provas que traria um real risco de morte para os envolvidos na operação. Uma operação perigosa que no melhor cenário traria fatos para justificar uma punição irisória. Uma produção de provas que inclusive poderia trazer provas à favor de Joãozinho se descobrirem que ele de fato votou nulo ou em branco, encerrando o caso.
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Só agora me dei ao trabalho de ir atrás de saber quando que são as eleições.
A primeira parte da festa da democracia é daqui menos de um mês.
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O Paulo Kogos prometeu pro Miorim uma live com uma defesa mais profunda da sua candidatura. Supostamente a idéia dele é se eleger e então trabalhar para dar amparo e proteção aos esforços agoristas.
Vamos aguardar as pérolas que o "político ancap" vai soltar. Se ele soltar algo como "eu quero ser uma quinta coluna", já sei que ele não faz a mínima idéia no que está se metendo.
Só o fato dele ser filiado a um partido (PTB) já é sua primeira genoflexão ao sistema estatal vigente. Agorista pra caralho. Já é a primeira corrente que ele pôs em si mesmo. Já são as primeiras regras do jogo estatal que ele prometeu que vai seguir. E ao meu ver, o plano dele é parecido com o plano do MBL, entrar lá e "fazer política diferente", que eventualmente levará à sua cassação. E se fizer conchavo pra evitar ao máximo isso, vai ter rabo preso. Vai ter que negociar, vai ter que trocar favor, vai ter que votar junto com a escória.
E assim, a suposta quinta coluna do Kogos ficará inerte e possivelmente contra-producente pro suposto objetivo dele, o de dar oxigênio aos agoristas, pela via de atrapalhar comissões e votar contra aumentos do estado.
Sem falar que, ao virar político, ele não poderá mais se apresentar como anti-democrático. O que não irá faltar é oposição pra ficar de olho vigiando ele. Se eleito, tudo que ele falar será obviamente medido e regrado e ensaiado. Não poderemos confiar numa única frase dele por 4 anos.
Como diria o Capitão Nascimento: "O primeiro crime é sempre por uma boa causa."
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Isso aqui é uma casa do caralho.
Antigamente, essa parte (geralmente no mastro mais alto do navio) servia pra ajudar a avistar o horizonte, uma tarefa que precisava ser feita por alguém de tempos em tempos durante a viagem. Só que era comum uma ave que os portugueses chamavam de "caralho" fazer seus ninhos ali em cima. Então além do trabalho de subir e descer, o coitado ainda tinha que espantar as aves e limpar o local antes de começar o serviço.
É daí que vem uma expressão única dos falantes da língua portuguesa: "Vá pra casa do caralho."
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Lembrete pros liberais e libertários que acreditam no separatismo, e um lembrete sobre o Fábio Ostermann também.
Os seus politiquinhos vão dizer que defendem esse tipo de coisa, mas quando surgir alguma oportunidade de mover a Janela de Overton nessa direção eles irão arrumar alguma desculpa pra irem no caminho oposto e tentar convencer você a fazer o mesmo.
Por quê? Pela nossa constituição separatismo é crime. Um político abertamente defender separatismo pode ser interpretado tanto como incitação ao crime (defender que um tipo de crime aconteça no futuro) quanto apologia ao crime (defender um crime específico que já aconteceu). Eles são OBRIGADOS a se manifestarem contra o separatismo quando questionados, pra não criarem complicações que possam arriscar a cassação do seu mandato por seus opositores, já que ultimamente já vimos que a imunidade parlamentar de livre expressão não está mais valendo.
Mais uma vez, é um dos motivos porque "político libertário" é bullshit. Um libertário precisa defender separatismo até o nível individual e sem choro. Assim que um libertário se elege, ele precisa abandonar isso se quiser permanecer no cargo. Inclusive tendo que as vezes trabalhar contra o separatismo.
No máximo vão te responder com "pois é, temos que rever o pacto federativo..."
Não é o suficiente.
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Kogos, o vídeo tá não-listado por quê?
Tá certo que já foram mais de 5k views em 2 dias, mas tem algo específico nesse aí que você não quer deixar tão fácil assim no teu canal?
Aqui o Link.
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Paulo Kogos admitindo que irá cometer crimes contra você.
Pros libertários paulistas, fica aí a dica: A temporada de caça está aberta.
