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#Editorial A catástrofe como novo normal
"A imagem da cidade imperial soterrada em lama trazida por uma cabeça d’água avassaladora é uma metáfora macabra da barbárie capitalista em pleno desenvolvimento no Brasil. A tragédia de Petrópolis não foi uma fatalidade."
Leia: https://bit.ly/econtrapoder230222
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174 anos do Manifesto Comunista!
"Um espectro ronda a Europa: o espectro do comunismo. Todas as potências da velha Europa unem-se em uma Santa Aliança para conjurá-lo: o papa e o csar, Metternich e Guizot, radicais da França e os policiais da Alemanha."
Assim inicia um dos livros mais importantes da história. O Manifesto do Partido Comunista é muito mais que um documento introdutório ao pensamento e à ação comunista: é um marco para a luta dos trabalhadores de todo o mundo. Celebrar a data de escrita desse texto é lembrar a luta da nossa classe contra a exploração e a opressão.
"Os comunistas se recusam a dissimular suas opiniões e seus fins. Proclamam abertamente que seus objetivos só podem ser alcançados pela derrubada violenta de toda ordem social existente. Que as classes dominantes tremam à ideia de uma revolução comunista! Nela os proletários nada têm a perder a não ser os seus grilhões. Têm um mundo a ganhar.
Proletários de todos os países, uni-vos!"
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O que aconteceu (e ainda está acontecendo) em Petrópolis e em inúmeras cidades de SP, MG, BA, PE e diversos outros estados do Brasil é assustador: a natureza, com seus ciclos modificados, causando estragos nas modernas estruturas urbanas capitalistas. Parte da mídia burguesa e do dito “senso comum” liberal culpa os moradores por viverem em áreas de risco, como ficou nítido no programa Profissão Repórter. Há até quem culpe, de forma abstrata, o aquecimento global, mas sem nunca atacar o cerne do problema.
Os deslizamentos, decorrentes em especial das chuvas torrenciais, são problemas de, resumidamente, duas ordens: a primeira, uma questão ambiental/climática, e a segunda, a organização social urbana no capitalismo.
Começando pela segunda, as cidades são o principal espaço de desenvolvimento, troca e, sobretudo, exploração e sobrevivência em nossa era. Não à toa, no Brasil, aproximadamente 85% da população mora em áreas urbanas, e os espaços para essa grande aglomeração são limitados. Isso fez, nas últimas décadas, boa parte das forças de trabalho mais exploradas ocupar as encostas de morros e serras, não por opção, mas por necessidade (não vamos aprofundar a questão da especulação imobiliária neste processo, mas o lucro sobre a renda de imóveis é algo destruidor em nosso país). Ou era isso, ou parte desta força de trabalho iria ficar mais tempo no transporte do que dormindo em casa, por exemplo. A ideia deste texto não é fazer um histórico da urbanização brasileira, mas pontuar outras questões. Hoje, não são só os setores mais pobres dos trabalhadores que moram nessas áreas. Dois exemplos disso são a especulação imobiliária nos morros cariocas e o fato de que, em diversas dessas tragédias climáticas, há piscinas e carros de luxo sendo destruídos.
A questão climática tem nome, sobrenome, nome do meio, pai, mãe, tio… É o desenvolvimento capitalista. O capitalismo é uma forma de produção que demanda expansão e aumento da taxa de lucro. Isso obriga uma maior depredação ambiental e uma relação cada vez mais predatória com o planeta. O mundo hoje não é mais o mesmo de cinco anos atrás. A cada ano as tragédias ambientais são mais comuns e violentas. Já passamos diversos pontos de não retorno e o planeta está cada vez mais hostil para nós. Isso não é uma revanche do planeta, mas sim uma tentativa de achar o equilíbrio no que podemos chamar de capitaloceno.
Devemos tomar ações para mitigar os desastres. Precisamos salvar as vidas que estão em risco nesses espaços mais inseguros, mas temos que ter noção de que o planeta já não é mais tão seguro e que, para mudarmos os rumos de aumento desses desastres (que já chegaram a um nível e vão continuar nesse nível mesmo que mudemos), precisamos romper com a lógica capitalista. Precisamos urgentemente de uma revolução, para ver se ainda é possível salvar o mundo, e isso não contradiz uma reforma urbana imediata que desafogue os grandes aglomerados e deixe mais espaçadas e verdes as cidades.
A máxima “socialismo ou barbárie”, mesmo com sua atualização ecossocialista, nunca foi tão urgente.
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Via @historiaclassetrabalhadora
Neste dia, a 15 de Fevereiro de 1999, Abdullah Öcalan, líder do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) e figura emblemática do movimento de libertação curdo, foi capturado em Nairóbi, no Quénia, numa operação conjunta das entidades de espionagem turca (MIT), americana (CIA) e israelita (Mossad).
A sua detenção levou a que milhares de curdos por todo o mundo saíssem à rua em protesto. Foi colocado como único recluso na ilha de İmralı, sob a guarda de mais de 1000 militares turcos, e a 29 de junho foi condenado à morte sob acusações de traição e separatismo. Em Janeiro de 2000, o governo do Estado turco, candidato a membro da União Europeia, declarou o adiamento da pena de morte enquanto o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos avaliava o veredito. Com a abolição da pena de morte na Turquia em 2002, a sua pena foi comutada para prisão perpétua.
Da prisão, Ocalan escreveu extensamente sobre história, filosofia, sociologia e política, consumando um processo de restruturação do PKK em torno da libertação das mulheres e do confederalismo democrático. Liderou também vários processos de paz e cessar-fogo com o estado turco.
Ao longo dos anos, várias formas de protesto se desenvolveram contra o isolamento e a prisão de Öcalan, desde greves de fome de milhares de pessoas até à Grande Marcha pela sua liberdade, que ocorre anualmente por esta altura do ano. #historia #classetrabalhadora #protesto #pkk #cia #mit #curdistão
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É com enorme felicidade que soubemos que Sofia Manzano , nossa colunista e um dos maiores quadros comunistas do Brasil, é pré-candidata à presidência da República pelo Partido Comunista Brasileiro - PCB!
Os socialistas terão ao menos um candidato em 2022!
#PCBteráCandidata
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#Editorial É preciso mudar o rumo
O programa político da burguesia é a legitimação eleitoral do golpe de 2016 e de sua pauta política, econômica e ideológico-cultural, consolidando um novo bloco histórico no poder. Os trabalhadores precisam apresentar seu próprio programa.
Leia: https://bit.ly/econtrapoder_100222
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Mais um passo para nossa extinção.
Estamos vivendo nosso extermínio (e do planeta) com a política da burguesia de destruição de tudo em nome do lucro.
Hoje foi a liberação de mais venenos nos pratos, nos rios, no solo e no ar.
Duro ver nossos assassinos nos matarem aos poucos.
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#Divulgação
O III Colóquio Internacional Antonio Gramsci (IGS-Brasil) é uma iniciativa da International Gramsci Society Brasil (IGS-Brasil), ocorrerá no IV Encontro Nacional da IGS Brasil, em parceria com o Núcleo de Estudos e Pesquisas Avançadas – Ética e Política Emancipatória (NEPA-EPE), cadastrado junto ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás (IFG), com os Programas de pós-graduação em Educação e História da Universidade Federal de Goiás (UFG) e com o Programa de pós- graduação em História da Universidade Estadual de Goiás, campus de Morrinhos (UEG). Pretende constituir um espaço virtuoso de diálogo, debates e discussões acadêmico-científicas sobre as questões fundamentais da pesquisa na área de estudos gramscianos, bem como sua contribuição para a leitura de fenômenos sociais contemporâneos no cenário nacional e internacional, em um momento de crise social profunda. O evento sediará também a IV Assembleia Nacional dos membros da IGS Brasil.
Mais infos: https://igsbrasil.org/
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Um ano do golpe de Estado em Myanmar.
O golpe reinstituiu a oligarquia militar que governou o país na maior parte de sua história. São empresários com interesses econômicos diretos sobre os aparelhos de Estado, fundos público e sobre contratos de produção e compra da indústria bélica do país.
O golpe se transformou em uma guerra civil e já deixa centenas de milhares de trabalhadores refugiados e desabrigados, mais de doze mil mortos e cenas brutais de violência estatal.
O que ocorre em Myanmar é mais um exemplo dos interesses econômicos de uma burguesia local, que fornece força de trabalho e outras mercadorias a baixo custo para os países centrais. Pelo fato de o centro do capital se beneficiar com o golpe (também se beneficiava com a gestão neoliberal anterior), as moções de repúdio foram as armas mais ferozes usadas pela maioria dos países. Foi assumido pela ONU que não houve uma ação efetiva para restaurar a parca democracia burguesa e combater os assassinos que tomaram o poder em 1 de fevereiro de 2021.
O povo de Mianmar busca achar seu próprio caminho e uma nova independência, quem sabe desta vez mais duradoura e popular.
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#Divulgação Editora Lutas anticapital
[Pré-venda] A cidade em disputa: planos diretores e participação no cenário da pandemia
Beatriz Fleury e Silva, Carina Serra Amancio, Pedro Rossi e Thiago Aparecido Trindade (orgs)
https://lutasanticapital.com.br/products/pre-venda-a-cidade-em-disputa-planos-diretores-e-participacao-no-cenario-da-pandemia
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Neste dia, em 1853, nasceu, em Havana, José Julián Martí Pérez. José Martí foi um intelectual, jornalista, escritor e fundador do Partido Revolucionário Cubano (PRC). Foi um dos responsáveis pela independência cubana e pai de um pensamento internacionalista que apontava que a humanidade só seria livre quando todos os homens e mulheres fossem livres.
Morreu no ano de 1895 em combate pela independência de seu país e seu povo. Seu corpo foi usado como troféu e intimidação pelos espanhóis, porém isso deu forças aos cubanos para conquistar sua liberdade.
"A liberdade custa muito caro e temos ou de nos resignar a viver sem ela ou de nos decidir a pagar seu preço."
José Martí
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