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#Editorial
"O sentido das reformas é inequívoco: reforçar o poder das oligarquias partidárias – exatamente o oposto do que seria necessário para recuperar a credibilidade dos partidos políticos junto aos brasileiros."
Leia: https://bit.ly/econtrapoder_110422
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"Eles tem dinheiro para a guerra
mas não podem alimentar os pobres”
Arte de @Thirdayetheory
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99 anos de Ernest Mandel
No dia 5 de abril de 1923, nasceu em Frankfurt, Alemanha, o economista e dirigente marxista Ernest Mandel.
De origem judaica, sua família saiu da Alemanha nos anos 1930, transferindo-se para a Bélgica. Em 1939, o jovem Mandel, com 16 anos, ingressou na seção belga da Quarta Internacional. Aos 18 anos, já era membro do seu Comitê Central, trabalhando na clandestinidade.
Durante a Segunda Guerra Mundial, atuou na resistência contra o nazismo. Preso em 1944, foi levado à prisão de Saint-Gilles, de onde conseguiu fugir antes de ser deportado para Auschwitz.
Após a guerra, em 1946, foi eleito para o Secretariado Internacional da Quarta Internacional. Assumiu então, aos 23 anos, um papel de destaque na direção da organização, que conservou até a sua morte.
Intelectual refinado, produziu diversas obras sobre história, economia e política. Em 1978, recebeu o Prêmio Alfred Marshall, da Universidade de Cambridge, por suas conferências sobre os ciclos longos do desenvolvimento capitalista.
Tido como um perigoso subversivo, Mandel foi durante anos oficialmente impedido de ingressar em vários países ocidentais, como a Alemanha Ocidental, Estados Unidos, França, Suíça e Austrália. Ele também foi impedido de visitar os países do Leste Europeu até 1989, exceto a antiga Iugoslávia.
Faleceu no dia 20 de julho de 1995, em Bruxelas. Considerado como um dos mais importantes dirigentes trotskistas da segunda metade do século XX, seu legado continua a inspirar revolucionários em todo o mundo.
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Convite do professor David Maciel para nossa aula de hoje do curso Cem Anos de Comunismo no Brasil – 1922-2022
O tema será: O Estado Novo e o Comunismo: 1937-45
Assista hoje às 19h em nosso canal no youtube.
https://bit.ly/c100anospc_a04
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Arte de @amkitani em 2014 para os 50 anos do golpe. Até o Estado brasileiro abrir os arquivos dos porões da ditadura não saberemos o tamanho da dívida que a burguesia e os militares tem com os trabalhadores brasileiro.
A contrarrevolução preventiva torturou, sequestrou, assassinou, estuprou, destruiu direitos, até hoje não prestou contas e ainda tenta emplacar a ideia de um projeto nacional, mas o que fez foi destruir nossa soberania nacional e pavimentar o terreno para este projeto neoliberal que vivemos até hoje.
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Há 58 anos as classes burguesas no Brasil interromperam o ciclo de maior mobilização e organização da história do movimento popular até então, com um golpe militar que derrubou o governo democraticamente eleito de João Goulart. Em nome de todas as frações burguesas grandes, médias e pequenas – banqueiros, industriais, comerciantes, proprietários de terra -, e com o apoio entusiástico de setores das classes médias, da Igreja Católica e da grande mídia, os militares ocuparam o poder e instituíram uma ditadura que durou 21 anos. Durante esse período trágico a concentração capitalista atingiu níveis ainda não vistos, a dependência externa consolidou-se, a miséria espalhou-se pelas cidades e pelos campos, a violência estatal tornou-se prática cotidiana, tentando silenciar não apenas opositores e revolucionários, mas toda a sociedade. Hoje, quando o pior governo da história recente se refere elogiosamente a esse período tenebroso e o tem como exemplo a seguir, nós dizemos em alto e bom som: Fora militares e golpistas! Ditadura nunca mais!
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Neste dia, em 1872, nasceu em São Petersburgo a teórica e líder revolucionária comunista Alexandra Kollontai. Kollontai teve posição de destaque tanto no assalto revolucionário soviético de 17, sendo uma das poucas que apoiou as Teses de Abril de Lenin, quanto no Estado revolucionário russo. Foi a primeira mulher eleita para dirigir um Soviet e, posteriormente, a primeira mulher da história a ser alçada ao papel de embaixadora.
Dentre seus feitos, o mais destacado foi a consolidação do processo revolucionário de 17. Após a revolução, foi designada para ser Comissária do Povo para Assuntos do Bem-Estar Social, cargo que cumpriu com maestria, sendo a responsável direta pela implantação de diversos direitos dos trabalhadores de forma geral e das mulheres de forma específica. É dada a ela a responsabilidade pela legalização do aborto e do divórcio, entre outros direitos.
Foi exilada com cargos diplomáticos e viu, de longe, as conquistas das mulheres e da revolução serem surrupiadas pelas mãos da crescente burocratização.
"O capitalismo colocou sobre os ombros da mulher trabalhadora um peso que a esmaga: converteu-a em operária sem aliviar seus cuidados de dona de casa e mãe."
Alexandra Kollontai
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Convite do professor Valter de Almeida Freitas para nossa aula de hoje do curso Cem Anos de Comunismo no Brasil – 1922-2022
O tema será: A Revolução de 1930 e os Comunistas. A ANL e o putsch antifascista do PCdoB-SIC, em 1935
Assista hoje às 19h: https://bit.ly/c100anospc_a03
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Neste dia, em 1988, ocorreu o episódio conhecido como O Massacre do Capacete ou Massacre dos Tikunas.
Após constantes invasões das terras indígenas na região de Benjamin Constant/AM, a FUNAI decidiu - ante muita pressão - demarcar algumas terras indígenas na região.
Trata-se de uma região também muito disputada por grileiros e posseiros, muitos dos quais ficaram indignados com a demarcação e começaram a ameaçar indígenas.
Mas foi Oscar Almeida Castelo Branco, capitalista madeireiro, quem ordenou a execução de todos os indígenas que estavam em assembleia para discutir a demarcação e defesa de seu povo.
O próprio Oscar foi quem liderou o genocídio, junto com 14 homens fortemente armados.
No total, 14 indígenas foram executados e 23 ficaram feridos.
Mais de uma década depois, o caso foi julgado e a justiça acabou por reduzir a pena inicial, descaracterizando o genocídio.
Ao todo, de 1964 até hoje, menos de 1% dos casos de assassinato de indígenas foram julgados.
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76 anos do nascimento de Daniel Bensaid
Há 76 anos nasceu, em Toulouse (França), o filósofo e militante comunista Daniel Bensaid. Bensaid foi um dos fundadores da JCR (Juventude Comunista Revolucionária) em 1966 e, pouco depois, um destacado dirigente do Maio de 68 francês.
Em 1969, foi um dos fundadores da LCR (Liga Comunista Revolucionária), sendo, durante muito tempo, membro de sua direção. Em 2009, participou ativamente da criação do NPA (Novo Partido Anticapitalista). Internacionalista, foi um dos principais dirigentes da IV Internacional (Secretariado Unificado).
Intelectual ativo e inquieto, foi docente na Universidade Paris VIII, publicou vários trabalhos de filosofia e política e animou as revistas “Critique Communiste” e “Contre Temps”. Além disso, participou da criação da Fundação Louise Michel.
Faleceu no dia 12 de janeiro de 2010, aos 64 anos. Seu compromisso de toda a vida com a luta pela transformação socialista e suas contribuições à teoria marxista seguem inspirando ativistas revolucionários em todo o mundo.
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