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Reunião iniciada, Pedro não havia chego, mas o tesão só aumentava, já que o lugar que sobrou ali era exatamente a área VIP para ver os seus pés: uma cadeira próxima à mesa, em sua diagonal.
10 minutos de reunião e Pedro chega se desculpando pelo atraso, indo em direção à cadeira que sobrara, sentando rapidamente para não atrapalhar o fluxo, de longe todo mundo conseguiu sentir: Pedro estalou os olhos ao ver a curva dos pés de Sofia levemente levantados no salto. E claro, ela percebeu e fez questão de inclinar o pé para frente, acentuando a curva… como ela estava amando aquela situação.
Enquanto discutia-se análise de resultados e progressão de metas, Sofia decidiu se distrair, afinal, era pra isso que ela estava ali. Carinhosamente colocou a ponta de um scarpin na parte de trás do outro e o puxou, fazendo com que seu calcanhar começasse a aparecer. Cruzando novamente as pernas, o sapato exposto para todos na sala era o que estava quase saindo na parte de trás, nisso ela já sentira um tesão imenso, porque sabia que ele estava olhando.
De forma sexy e “distraída" soltou o sapato no calcanhar, fazendo com que ficasse pendurado pela parte da frente dos pés. Ela olhou no vidro e viu no reflexo a hipnose que acabara de se iniciar… e o mais gostoso de tudo: não era apenas Pedro que estava começando a ficar excitado. Que delícia.
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Ela não conseguia parar de pensar. Em meio a uma agência de marketing abarrotada de pessoas e sons, Sofia estava em êxtase em sua cadeira ergonômica. Só conseguia pensar no que havia rolado naquele final de semana e como aquilo mudou completamente sua vida.
Ainda podia sentir suas solas sendo chupadas de uma forma tão voraz que nem ela mesma conseguia entender. Já havia se masturbado aquela manhã pensando naquilo tudo, ela queria mais.
Enquanto vagava em seus pensamentos eróticos, um a aterrou: o Pedro do T.I. sempre elogiava seus sapatos. Essa hipótese já havia surgido e agora, mais do que nunca, parecia cada vez melhor arriscar pra ver no que ia dar.
No dia anterior, Sofia havia assistido vários filmes pornôs e vlogs sobre podolatria, tinha entendido um pouco, pelo menos o suficiente, pra despertar olhares dos que entenderiam.
Naquela tarde havia reunião de projetos do pessoal da área de design, “mas que porra, não estou no menor clima”, sem saco para concessões sociais, ela foi almoçar tentando evitar olhares, só queria ligar pro cara do final de semana e continuar o rolê. Entrou no elevador e encostou a cabeça no fundo metálico.
- Nesse calor e você com essa botona aí? - uma voz sacana entrara.
Como se uma Força Maior estivesse mostrando como a vida é boa, Pedro, do T.I., acabara de deixar seu dia intrigante.
- E aí? Eu tava com frio de manhã e aquele ar condicionado da sala de reuniões deixa meus pés roxos, então tô preferindo passar calor.
- Eu sei, já tô preparando a garrafa de café pra essa reunião, eu vou dormir com certeza. - disse ele tentando ser cool.
- Não sabia que vocês iam participar também. - perguntou com um sorriso no rosto sem qualquer explicação.
- Vou, alguém tem que ir lá pra resumir tudo pra chefia né. Tô indo, Sofi, bom almoço.
O elevador havia chego no térreo, cada um foi pra um lado. Sofia deveria ir pra direita e ir almoçar na outra quadra, mas foi pra esquerda, na sala do descanso onde ela deixava uma bolsa com roupas e sapatos de emergência. Ela só queria encontrar um sapato aberto, “é agora que eu descubro”, pensou com excitação.
Abriu seu armário e encontrou o mesmo sapato que ele havia elogiado alguns dias atrás, um scarpin preto básico. Tirou o coturno, a meia e massageou seus pés para ficarem lisinhos, vestiu confortavelmente o salto, foi pro hall e se viu no espelho dos elevadores. Estava tudo tão perfeito que ela até tirou uma foto naquele reflexo e postou no story.
Foi almoçar e enquanto esperava o prato chegar, viu uma notificação no celular, era alguém respondendo o story que ela havia postado.
“Trocou de sapato? Vai passar frio!”.
Sem reação, pensou "caralho, o Pedro percebeu que eu coloquei o salto e ainda comentou, não acredito que eu nunca tinha percebido”. Sem saber ao certo o que responder, bloqueou a tela do celular e almoçou pensativa no que acabara de acontecer. Muito além dessa brincadeira, havia a possibilidade de algo a mais, afinal, mesmo ele sendo o nerd do departamento, ele era charmoso, inteligente e ela sentia que ele tinha uma pegada safada.
Ao pensar nisso, sentia uma vibração entre as pernas, aquela vontade gostosa de sentir prazer.
Voltando ao escritório, ela saiu do elevador rumo à sala de reuniões como uma leoa atrás de sua caça. Com um olhar sensual e cauteloso, ela cumprimentou a todos e analisou engenhosamente onde seria o melhor lugar da sala para fazer sua arte. Essa sala de reuniões tinha uma pegada moderna, onde não havia apenas uma mesa e cadeiras ao redor e sim um local descontraído onde haviam também pufs, banquinhos com mesas altas e poltronas… ah, uma poltrona, com certeza essa seria a escolha perfeita. E havia uma na frente do painel principal da sala: o palco perfeito pra plateia se deliciar.
Ao se sentar de forma confortável, cruzou delicadamente a perna direita sobre a esquerda, fazendo com que todos na sala conseguissem ver suas pernas e seus pés, através do vidro a sua direita, conseguia ver o reflexo de cada um ali dentro.
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Boa noite! Iniciei mais um conto, vou mandar o início aqui! Se imaginem no lugar do personagem sempre 😈🔥
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Cansadinha porém com a curvinha 👌 haha, ah e obrigada pelo feedback do meu conto de quem me mandou no privado! Amei! E quem quiser me mandar fiquem a vontade também!
Se curtir rock e for gente boa, melhor ainda! 🔥
😂😂😂😂😂😂
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Vídeo novo no onlyfans! Exibicionismo no carro, mostrando todo o pezinhos e as solinhas deliciosas pra fazer o Uber pirar!
👉 https://onlyfans.com/arwenfeet (aceito PicPay, me manda mensagem!)
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Ah e hoje à tarde vou upar 43 fotos e 21 vídeos exclusivos no onlyfans 🔥😈🔥 um deles é um vídeo delicioso comigo no Uber, exibindo as solas!!
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Olhando fixamente pra ele, ela diz:
Vamos sincronizar os sentidos, enquanto a gente fala sobre pés, a gente sente também - ela nem sabia direito o que estava justificando.
Você é incrível - os olhos deles brilhavam.
Ela só queria foder. Então não respondeu nada, apenas o encarou.
Ele entendeu o recado. Levantou e deu um passo, envolvendo-a de forma que a perna dele encaixasse no meio das dela, o braço direito puxando as costas contra o seu peito. Sentindo a perna dele tocar a sua calcinha: tesão. Ela levantou, com uma mão na cintura dele, puxando-o a seu favor e a outra pegando no pau dele, sentindo aquele pau duro, contraiu a mandíbula, deixando sua boca mais sexy do que já era; ele puxou delicadamente o cabelo dela para trás, se olharam fixamente.
Você vai me mostrar a podolatria? - ela já falava como uma menina indefesa que queria ser devorada.
Vamo pra minha casa - ele queria curtir o momento e não ter só uma sessão.
Ela sentiu medo mas um medo com excitação, ela queria experienciar. Chamaram um Uber enquanto continuavam se pegando em todos os locais até entrarem no carro.
Chegando na casa dele, um apartamento meio bagunçado mas de alguém que curtia estudar ("me matar ele não vai", pensou ela), foi até a sala, em direção ao sofá e antes mesmo que sentasse, ele abraçou-a por trás, ela pôde sentir o pau dele tão duro quanto o tesão que ela estava.
Jogou-a no sofá e pegou seu pé direito, colocando seu nariz na curva dos pés, entre a sandália e o calcanhar, mordeu aquela parte, depois, delicadamente retirou a sandália e olhou suas solas. Falha respiratória, ele entrou em êxtase, ela não entendeu.
Tá sujo? - definitivamente ela não sabia o que estava rolando.
Você tem os pés mais lindos que eu já vi na vida - disse ainda anestesiado com a visão de suas solas.
Tirando sua outra sandália e com o pau latejando de um êxtase jamais experimentado antes, ele ficou por cima dela, esfregando seu pau contra a boceta dela. A cada beijo, um almejava engolir o outro, a conexão foi intensa e mútua.
Tira a cueca, deixa eu te chupar - era isso que ela queria desde o início.
Ao iniciar o boquete, nosso ilustre coadjuvante viu a cena mais gostosa que ele havia visto na vida: Ela em pose de anjo (“meu deus, ela nem sabe o que isso significa mas já é perfeita”) mostrando suas solas macias, branquinhas e lisas, enquanto aquela boca carnuda e suas mãos sexy se deliciavam com seu pau.
Jogando-a para o outro lado do sofá, ele levanta sua perna esquerda e começa a mordiscar e lamber delicadamente as solas.
Ela sentira pela primeira vez aquela sensação, acabara de descobrir outro ponto de excitação, “que delícia, porra” - encontrara a experiência que tanto estava buscando.
Ainda adorando as solas, colocando o nariz entre seus dedos, ele tira a calcinha dela e enfia o dedo na sua boceta, numa sincronicidade perfeita, lambidas nas solas e a masturbando, ela sente a experiência mais gostosa da sua vida.
Ela gemendo de tesão, ele continua a adorar, chupando cada parte de seu corpo, massageando cada centímetro dos pés dela, mapeando-o.
Ao final de toda a exploração dos seus sentidos, ela pede pra ficar de quatro, é a forma que ela mais ama gozar.
Ao ficar de quatro, ele se anestesia novamente: que cintura, que solas, que delícia de boceta.
Ela empina a bunda como quem quer mais e ele encaixa deliciosamente seu pau, ele enche as mãos na sua bunda enquanto mete e idolatra todo aquele corpo, segurando as solas do pé direito e enfiando como força e vontade, ele goza, ela também.
Frenesi.
Despidos, eles caem no sofá, suados. Eles se encaram e como um explorador ansioso por mais e ela, aspirando o tesão da vida, pensaram “isso foi só o começo”.
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"Eu até senti que você era diferente quando chegou, mas ouvir Marilyn Manson de forma tão intensa, ignorar todo mundo que foi falar com você e agora parar na frente do quadro que mais gosto do bar… cara, tive que vir falar contigo”. Ela ficou sem reação, na verdade, só conseguia perceber o desenho - feminino - mas maravilhoso da boca do rapaz, lembrou-a de Tom Hardy; a sincronicidade da boca desenhada com um nariz italiano avantajado gerou uma certa hipnose.
Mesmo ela querendo ser foda e não demonstrar o fogo interno que sentia, ela só conseguiu levantar uma das sobrancelhas e abrir a boca, mas antes que pudesse soltar alguma palavra da qual se arrependeria, ele a interrompe:
Você curte podolatria né? Dá pra ver que você tem habilidades exploradas nesses pés. Além deles serem lindos, claro. - ele também estava tentando quebrar o clima tenso que ele havia formado.
Na verdade… - ela relaxou os músculos contraídos e inspirou - estou conhecendo agora toda essa ideia, tentando buscar algo além do comum, sabe?
Entendi, que legal esse seu interesse, quer sentar em algum lugar pra conversar? Acho que a gente tem bastante coisa em comum.
Mesmo ela só querendo foder, ela aceitou o convite e sentou com ele nas banquetas no final do bar, afinal, gozar filosoficamente também era um de seus interesses.
Depois de algumas conversas sobre música, filmes nerd e o universo, ela pensou naqueles filmes clichês que via na TV, quando as mulheres provocavam os caras embaixo da mesa. “Por que, não?” Pensou.
Enquanto ele falava sua teoria sobre como a podolatria era algo ancestral e evolutivo, ela só tinha devaneios dele metendo nela. Então decidiu avançar, descruzou uma das pernas e a posicionou no meio das pernas dele. Ah, ele não esperava por isso. Ele parou de falar e olhou pra baixo, aqueles pés brancos macios com a curva perfeitamente desenhada, naquela posição ele conseguia ver o que mais amava: a harmonia dos dedos, pele e curva do calcanhar.
Como se fosse algo muito rotineiro e comum entre eles, querendo sair por cima da situação, ele pegou os pés dela, bem na curva. Ela ficou chocada, esperava que ele fosse ficar retraído. "Porra, ele consentiu, ficou físico”. E aquelas mãos dele, ah… que tesão, ela acabara de descobrir seu fetiche por mãos masculinas.
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Indo em direção ao balcão do bar, viu diversos tipos de pessoas, os caras com camiseta básica e tênis - que tinham olhar de submissão, os outros caras com camisa e relógio caro - esses queriam dominar (será?), mulheres com roupas de couro e lingeries lindas e também mulheres básicas, ambas com olhares gostosos.
Sentou no banquinho do balcão, cruzou as pernas, seu vestido subiu, mostrando mais da sua bunda do que normalmente é aceito socialmente, ela deixou. Era isso que ela queria. Continuou analisando as pessoas ali e percebeu que havia um tipo de persona que não havia identificado: homens e mulheres que andavam com olhar de dominação do território, o cheiro forte da confiança e do desapego inundavam quando elas passavam. “Sensacional”, pensou.
Enquanto tomava um sex on the beach e curtia a música (que era deliciosa, a propósito, uma batida eletrônica lenta mas super sexy), sua mente vagava naquele momento, fazendo um dangling gostoso com o salto no ritmo do som ao mesmo tempo que fechava os olhos e a cada gole da bebida ficava tudo mais intenso. Quando abriu os olhos, reparou em um cara do outro lado do bar, regata preta, jeans apertado, bota cano alto e um cabelo incrível - “porra, regata? Homens que ficam bem de regata são meu affair”.
Depois de alguns caras puxando assunto e mais 2 bebidas, finalmente o momento que ela não esperava aconteceu.
Aquela batida inesquecível e que tanto ela já havia gozado só de ouvir, tocou: Tainted Love, do Manson.
Todos os músculos do seu corpo aqueceram, todos os pêlos levantaram, ela estava totalmente arrepiada e pronta pra sentar no primeiro pau que a tocasse. Essa música era foda demais.
Indo pra pista de dança e se movimentando de forma provocante na batida da música, ela passava as mãos no seu corpo e jogava o cabelo no rosto em busca de exorcizar seus demônios até que aqueles 3:30 acabassem.
A música terminou, ela sorriu de uma maneira solta e gostosa. “Cara, que delícia, que sensação incrível”.
Foi ao banheiro retocar o batom, olhando-se no espelho, percebeu exatamente sua essência: sexy, intensa, verdadeira. Sorriu, tinha se encontrado.
Ao sair dali e ir dar uma volta pra conhecer o local, se deparou com um quadro de podolatria, uma mulher tendo os pés beijados por 3 caras de joelhos. Mordeu os lábios, a boceta se contraiu.
Naquele frenesi de imaginação, ela sente uma onda de calor quente atrás dela e ouve cuidadosamente uma voz deliciosa na sua orelha direita “você ficaria bem no lugar dela” - sua perna estremeceu, ela só queria dar pr'aquela voz.
Virando para ver o rosto do interlocutor, percebeu que era o cara que ela havia se interessado, do outro lado do bar. Fitou-o intensamente.
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Entrou no Uber tão ansiosa que nem havia pensado “porra, o que será que o cara tá pensando sobre o endereço que eu coloquei, tô tão ansiosa que nem pensei nisso, ah, foda-se”. A viagem foi tranquila, com o frio na barriga indo e voltando como uma onda entre seu peito e sua boceta. O carro estacionou bem na frente, não havia fila.
Aproximando-se do local escuro e com algumas luzes amarelas e vermelhas fluorescentes, ela foi se sentindo bem, confortável. Enquanto subia alguns degraus, nas paredes haviam quadros sado masoquistas e com todos os fetiches que ela podia imaginar. Avistou o segurança.
“Boa noite, como funciona?” Perguntou ela de modo tão seguro como se aquilo fosse rotineiro. “É 150,00 pra entrar com o consumo de bebidas liberado, se quiser fazer ou receber sessão precisa ir naquele outro local e conversar com aquele rapaz” - um rapaz sem camisa, com calça dele couro e um freio de cavalo, sentado em uma janela pequena demais pra ele.
“Tudo bem, débito”. Débito para toda esse caralho de experiência. Era exatamente aquilo que ela queria.
Ao passar da porta do caixa, aproximando-se do bar, sentiu aquele cheiro de cigarro com perfume forte e gelo seco. “Tô em casa” - sentiu todos os pêlos da sua nuca arrepiarem, passou a mão no cabelo, jogando-o pro lado. “Vamos à caça”.
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Ela sempre fora o centro das atenções aonde quer que fosse, mas nunca fora dessas mulheres que chamam a atenção por uma roupa decotada ou por rir alto. Era por ser diferente. O silêncio do mistério de seu olhar gritava ao meio de tantas pessoas falando sem chegarem a lugar algum.
Sua vida desde criança foi observar as conexões sociais e tentar hackear todas essas interligações. Algumas vezes teve sucesso, outras nem tanto.
Ao mesmo tempo que era silêncio e interiorização, ela também era uma explosão incontida de interesses e experiências.
Naquela noite ela decidiu sair de casa aberta à novas experiências, ela queria sentir algo diferente, alguma coisa que a fizesse sair do seu centro. Sexo e romance não era mais suficiente.
Como uma exploradora afoita por descobertas em um novo ambiente, ela decidiu ir em busca de algo que tocasse a sua essência, que a fizesse entender que o mundo não era aquela mesmice que sempre fora nos seus olhos.
Chegando em casa após o trabalho, ela soltou sua bolsa em cima da mesa e tirou delicadamente seu scarpin preto, sentindo deliciosamente o conforto de andar descalça, parecia estar no céu. Se jogou no sofá.
Ainda encabulada com novas experiências, olhou do sofá seus sapatos jogados de uma forma sexy, daria pra tirar uma bela foto. Foi quando lembrou que o colega de trabalho havia elogiado seus saltos pela manhã, dizendo que combinava com ela.
"Interessante", pensou ela. Ele sempre me olha diferente e quando vem falar comigo, ele fala sobre meus sapatos? Neste momento foi quando ela lembrou que uma vez havia lido um conto sobre o fetiche por pés.
"Porra, será?" Se ajeitou no sofá pensando naquilo. Naquela mesma semana ele também havia comentado sobre ela ir mais vezes de rasteirinha pro trabalho, pra não machucar tanto os pés com salto; e na outra semana, ela o pegou hipnotizado no balanço que sua sapatilha fazia enquanto ela pensava em como resolver um job.
Pensando ter achado o que procurava, Sofia (ah sim, o nome dela é Sofia) pegou o celular e pesquisou “fetiche por pés”, encontrou o termo podolatria, o Google indicou um bar bdsm em Curitiba.
"Será?" Ela sempre curtira músicas com dominação e vídeos pornô excêntricos mas uma experiência bsdm?
Com o olhar mais dissimulado do que de Capitu, sua cabeça explodia de ideias. Era sexta feira, por que não? Ela sempre quis usar aquele vestido de couro preto mas achava foda demais pra sociedade entender.
Foi tomar banho. E enquanto a água escorria pelo seu corpo e descia negra pela tintura do seu cabelo, ela teve certeza do que queria, parecia estar se encontrando.
Com a toalha ao redor do corpo, ignorando totalmente o fato de estar molhando o chão, ela saiu andando até seu guarda roupa. Passando roupa por roupa delicadamente no armário, ela encontrou aquele vestido foda pra caralho, que muitas vezes até ela pensou que era domme demais pro mundo.
Jogou-o na cama e só pensava em passar o batom matte vermelho mais sexy que ela tinha.
Secou o cabelo, se maquiou para matar.
Enquanto passava seu batom vermelho Ruby Red, olhou seus pés e percebeu que seu esmalte era da mesma cor. Um vermelho que ressaltava sua pele branca e macia. Decidiu colocar sua Shultz preta, tudo perfeito.
Vestiu seu vestido perfeitamente ajustado no seu corpo, mostrando sua cintura que ela sempre soube que todos os caras piravam, estava devidamente safada. Físico e mentalmente.
Ela abriu o instagram e pesquisou pela casa de bdsm que havia visto no google. Copiou e colou no Uber, bora pra experiência!
Enquanto ela via o Uber se aproximando do seu apartamento, o frio na barriga congelada todo seu ser, era uma ansiedade gostosa, de confiar no que vinha por aí e querer se jogar profundamente. “Ansiedade do tipo que dá tesão”, pensou.
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