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Resumo da semana 2
🇧🇷 Bolsa Brasil: O Ibovespa reagiu no fim da semana e fechou a sexta-feira, 21 de agosto, em 171.014 pontos, com alta de 1,84% no dia e ganho de 2,44% na semana, recuperando parte das perdas recentes. O movimento teve apoio claro de bancos — com destaque para Banco do Brasil e Santander Brasil — enquanto o pano de fundo seguiu sensível a juros altos, fluxo estrangeiro mais fraco e ruído eleitoral; em FIIs, o tom do IFIX continuou mais cauteloso, ainda pressionado pelo nível elevado dos juros reais, e small caps seguiram mais voláteis que os grandes nomes.
🌎 *Bolsas globais:* Em Wall Street, a sexta-feira foi positiva, mas a semana terminou no vermelho: S&P 500 e Nasdaq interromperam três semanas de alta, e o Dow teve a segunda perda semanal seguida, com o mercado reagindo principalmente à alta dos juros longos dos Treasuries. Na Europa, o Stoxx 600 também encerrou a semana em queda, pressionado pela combinação de petróleo mais forte, inflação ainda no radar e mercado de renda fixa estressado; na Ásia, o destaque continuou sendo a cautela com China e a leitura de demanda mais irregular para metais industriais.
💵 *Juros e câmbio:* No Brasil, o principal fato de política monetária ainda foi o corte da Selic para 14,00% ao ano decidido pelo Copom em 5 de agosto, com comunicado e ata reforçando convergência da inflação, mas sem sinal de alívio rápido à frente — o que manteve a curva doméstica sensível ao fiscal e à atividade. Nos EUA, a ata do Fed divulgada em 19 de agosto mostrou preocupação maior com inflação e indicou que vários dirigentes veem chance de nova alta se os preços não cederem; isso ajudou a manter os Treasuries longos pressionados, com o dólar perdendo força contra várias moedas no fim da semana e o dólar/real recuando para a faixa de R$ 5,15.
🛢️ *Commodities:* O petróleo foi um dos grandes vetores da semana: Brent e WTI subiram forte, com o Brent acumulando ganho acima de 6% no período, impulsionado pela escalada de tensão envolvendo Irã e pelo risco à oferta. O ouro também encontrou suporte na busca por proteção, enquanto o minério de ferro ficou mais lateral, oscilando perto de US$ 95-US$ 100 por tonelada, sem tendência firme, em meio a sinais mistos de demanda chinesa e margens mais apertadas do aço.
🌍 *Geopolítica:* O foco global esteve no Oriente Médio, com a tensão entre EUA e Irã elevando o prêmio de risco em energia e reforçando temores inflacionários justamente quando os mercados já estavam desconfortáveis com os juros longos americanos. Esse choque geopolítico ajudou a contaminar bolsas, crédito e curva de juros ao longo da semana, especialmente fora do Brasil.
📅 *Dados econômicos:* Nos EUA, o PMI preliminar de agosto surpreendeu para cima, com serviços no nível mais forte em quase dois anos e aceleração da atividade agregada, o que sustentou a leitura de economia resiliente, mas também reforçou o receio de juros mais altos por mais tempo. No Brasil, não houve divulgação macro doméstica de peso equivalente nesta reta final da semana, então o mercado local continuou mais guiado por Copom, câmbio, fluxo e cenário externo.
🔜 *Próxima semana:* A agenda mais sensível para mercado vem de fora: o simpósio de Jackson Hole, de 27 a 29 de agosto, pode mexer fortemente com juros globais e dólar, especialmente se houver sinalização mais dura do Fed. Além disso, o resultado da Nvidia volta a ser teste importante para a tese de IA e para o humor do Nasdaq, com potencial de respingar em bolsas globais e apetite por risco.
@SharkSignalsCripto