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Você sai do trabalho decidido: hoje é o dia, hoje você vai começar aquilo. Aí olha o relógio e é onze e quinze da noite.Seis horas se passaram e você não consegue dizer para onde elas foram. Como Viver com 24 Horas por Dia, de Arnold Bennett, é um livro curto de 1908 que descreve essa noite cena por cena — e que foi escrito para escriturários e datilógrafos mal pagos, gente que pela primeira vez na vida tinha uma noite que era dela.Bennett abre por uma imagem: todo dia de manhã a sua carteira amanhece cheia de vinte e quatro horas do tecido bruto do universo da sua vida. Ninguém consegue roubar dela, ninguém recebe nem mais nem menos, e por mais rico que alguém seja essa pessoa não compra um minuto a mais do que você tem. E é essa fartura que sustenta a frase mais comum da vida adulta: quando eu tiver mais tempo. Ele responde com uma linha só — você nunca vai ter mais tempo, porque você já tem todo o tempo que existe.O diagnóstico é um erro de contabilidade. O sujeito típico dele trabalha das dez às seis e chama aquelas oito horas de "o dia". As outras dezesseis viram prólogo e epílogo: mesmo quando ele não desperdiça essas horas, ele não conta essas horas. Ele trata elas como margem.Neste episódio de 13 minutos: o dia dentro do dia, das seis da tarde às dez da manhã; por que este livro de autoajuda recusa dar um método e manda quem quiser resolver isso com uma tabela de horários numa folha de papel perder a esperança agora mesmo; o aviso contra o próprio entusiasmo, que quer mover montanhas e desviar o curso dos rios e morre assim que sente o suor na testa; por que a maioria das pessoas que se arruína se arruína por tentar demais, e por que Bennett é todo a favor do sucesso mesquinho; a dose exata que ele receita, noventa minutos em três noites por semana; e o conselho mais generoso do livro, desperdiçar cinco minutos com a consciência inteira de estar desperdiçando.Você não estava cansado. Você estava sem nada marcado.Quem assina não era pregador nem colunista de moral: Arnold Bennett era romancista, o autor britânico de maior sucesso financeiro da época dele, com 34 romances, 13 peças e um diário pessoal de mais de um milhão de palavras. O texto nasceu como série de artigos num jornal vespertino de Londres em 1907 e virou livro em 1908. Nos Estados Unidos deu tão certo que Henry Ford comprou 500 exemplares para dar de presente a amigos e empregados.Obra em domínio público. As passagens foram lidas no original em inglês de How to Live on 24 Hours a Day (1908); a versão em português é tradução livre nossa, feita a partir desse texto.📚 Livro deste episódio: Como Viver com 24 Horas por Dia, de Arnold Bennett (1908)🛒 Comprar o livro:
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| 2 | Você fez a lista. Acordar mais cedo, ler mais, guardar dinheiro, sair daquele emprego. Fez em janeiro, refez em março, e a terceira versão está num aplicativo que você não abre.A explicação que todo mundo te dá é falta de disciplina. Como um Homem Pensa, de James Allen, é um livro de 1903 com sete mil trezentas e cinquenta e três palavras - menos que um capítulo de qualquer manual de produtividade moderno - e ele dá outra explicação, bem mais desconfortável.A frase que atravessou mais de um século: as pessoas estão ansiosas para melhorar as circunstâncias delas, mas não estão dispostas a melhorar a si mesmas, e por isso continuam amarradas. Dois parágrafos antes está o mecanismo: as pessoas não atraem aquilo que querem, e sim aquilo que são. Os caprichos e as ambições são barrados a cada passo, mas os pensamentos mais íntimos são alimentados com a comida deles mesmos, suja ou limpa.A imagem que sustenta o livro é um terreno. A mente pode ser comparada a um jardim que, cultivado ou abandonado, tem que produzir - e vai produzir. Se ninguém põe semente útil ali, semente de mato cai sozinha e continua se reproduzindo. O que você escreve numa lista uma vez por ano não compete com o que você repete todo dia sem escolher.Neste episódio de 10 minutos: por que a circunstância não fabrica a pessoa e sim revela a pessoa para ela mesma; o que as pessoas chamam de sorte, e a resposta que Allen já tinha escrito para isso; e a vida do autor, que largou a escola aos quinze anos depois de o pai atravessar o oceano para procurar trabalho e ser declarado morto num hospital de Nova York dois dias depois de chegar.E a parte que quase ninguém cita: este livro erra, e erra feio, num capítulo inteiro. Allen aplica a mesma lei ao corpo e escreve que quem vive com medo da doença é quem pega a doença, e que quem purificou os próprios pensamentos não precisa levar em conta o micro-organismo malévolo. Ele morreu de tuberculose aos quarenta e sete anos. O episódio mostra esse erro em vez de escondê-lo, porque é ele que desenha a fronteira do que a ideia sustenta de verdade. Pensamento não substitui medicina em nenhuma hipótese.Você nunca parou de plantar. Você parou de escolher a semente.Obra em domínio público. As passagens foram lidas no original em inglês de As a Man Thinketh (1903); a versão em português é tradução livre nossa, feita a partir desse texto.📚 Livro deste episódio: Como um Homem Pensa, de James Allen (1903)🔎 Ver o livro na Amazon📚 Todos os livros do canal📲 Quer o mapa mental completo para guardar? Procura no Instagram @resumocast.🔗 resumocast.com.brOs links da Amazon acima são links de afiliado. Como participante do Programa de Associados Amazon, o ResumoCast recebe uma comissão por compras qualificadas feitas pelos links da Amazon nesta descrição. Você não paga nada a mais por isso. Disclosure obrigatório por força do Amazon Associates Operating Agreement.
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| 3 | Você fez a lista. Acordar mais cedo, ler mais, guardar dinheiro, sair daquele emprego. Fez em janeiro, refez em março, e a terceira versão está num aplicativo que você não abre.A explicação que todo mundo te dá é falta de disciplina. Como um Homem Pensa, de James Allen, é um livro de 1903 com sete mil trezentas e cinquenta e três palavras - menos que um capítulo de qualquer manual de produtividade moderno - e ele dá outra explicação, bem mais desconfortável.A frase que atravessou mais de um século: as pessoas estão ansiosas para melhorar as circunstâncias delas, mas não estão dispostas a melhorar a si mesmas, e por isso continuam amarradas. Dois parágrafos antes está o mecanismo: as pessoas não atraem aquilo que querem, e sim aquilo que são. Os caprichos e as ambições são barrados a cada passo, mas os pensamentos mais íntimos são alimentados com a comida deles mesmos, suja ou limpa.A imagem que sustenta o livro é um terreno. A mente pode ser comparada a um jardim que, cultivado ou abandonado, tem que produzir - e vai produzir. Se ninguém põe semente útil ali, semente de mato cai sozinha e continua se reproduzindo. O que você escreve numa lista uma vez por ano não compete com o que você repete todo dia sem escolher.Neste episódio de 10 minutos: por que a circunstância não fabrica a pessoa e sim revela a pessoa para ela mesma; o que as pessoas chamam de sorte, e a resposta que Allen já tinha escrito para isso; e a vida do autor, que largou a escola aos quinze anos depois de o pai atravessar o oceano para procurar trabalho e ser declarado morto num hospital de Nova York dois dias depois de chegar.E a parte que quase ninguém cita: este livro erra, e erra feio, num capítulo inteiro. Allen aplica a mesma lei ao corpo e escreve que quem vive com medo da doença é quem pega a doença, e que quem purificou os próprios pensamentos não precisa levar em conta o micro-organismo malévolo. Ele morreu de tuberculose aos quarenta e sete anos. O episódio mostra esse erro em vez de escondê-lo, porque é ele que desenha a fronteira do que a ideia sustenta de verdade. Pensamento não substitui medicina em nenhuma hipótese.Você nunca parou de plantar. Você parou de escolher a semente.Obra em domínio público. As passagens foram lidas no original em inglês de As a Man Thinketh (1903); a versão em português é tradução livre nossa, feita a partir desse texto.📚 Livro deste episódio: Como um Homem Pensa, de James Allen (1903)🔎 Ver o livro na Amazon📚 Todos os livros do canal📲 Quer o mapa mental completo para guardar? Procura no Instagram @resumocast.🔗 resumocast.com.brOs links da Amazon acima são links de afiliado. Como participante do Programa de Associados Amazon, o ResumoCast recebe uma comissão por compras qualificadas feitas pelos links da Amazon nesta descrição. Você não paga nada a mais por isso. Disclosure obrigatório por força do Amazon Associates Operating Agreement.
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| 4 | Você entregou o projeto inteiro, antes do prazo, melhor do que tinham pedido. E a promoção foi para outra pessoa.A conta não fecha: você fez mais e recebeu menos. A Arte da Prudência, de Baltasar Gracián, são 300 aforismos escritos em 1647 sobre uma coisa só — como sobreviver no meio de outras pessoas — e essa conta já estava fechada lá.No aforismo 7 está a frase que desmonta o caminho que te ensinaram: toda vitória é odiosa, e a vitória sobre o dono é ou tolice, ou fatal. Os príncipes gostam de ser ajudados, mas não de ser excedidos, e preferem que o seu aviso pareça lembrança do que eles tinham esquecido, e não luz sobre o que eles nunca alcançaram. Você não foi passado para trás apesar de ter brilhado: foi passado para trás porque brilhou na frente de quem não podia ser ofuscado.Dois aforismos antes está o mecanismo, e ele é concreto: tira-se mais da dependência do que da cortesia. Assim que fica satisfeito, o sujeito vira as costas para a fonte, e a laranja espremida cai do ouro para a lama. Acabada a dependência, acaba a correspondência, e com ela a estima.Neste episódio de 11 minutos: o falcoeiro que não solta mais ave do que precisa para caçar, e a diferença entre entregar menos e entregar no ritmo certo; o poço contra a vitrine; por que trabalho bom não fala por si, já que as coisas não passam pelo que são e sim pelo que parecem; a máxima de deixar as coisas antes que elas te deixem; e a vida do próprio autor — um padre jesuíta que publicou quase toda a obra sem a licença obrigatória da Companhia de Jesus, sob o pseudônimo Lorenzo Gracián, e que em 1657 foi confinado numa cela e castigado com jejum rigoroso.Ninguém precisou te espremer. Você se espremeu sozinho, e chamou isso de dedicação.Obra em domínio público. As passagens foram lidas no original em espanhol do Oráculo manual y arte de prudencia (1647); a versão em português é tradução livre nossa, feita a partir desse texto.📚 Livro deste episódio: A Arte da Prudência, de Baltasar Gracián (1647)🔎 Ver o livro na Amazon📚 Todos os livros do canal📲 Quer o mapa mental completo para guardar? Procura no Instagram @resumocast.🔗 resumocast.com.brOs links da Amazon acima são links de afiliado. Como participante do Programa de Associados Amazon, o ResumoCast recebe uma comissão por compras qualificadas feitas pelos links da Amazon nesta descrição. Você não paga nada a mais por isso. Disclosure obrigatório por força do Amazon Associates Operating Agreement.
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| 5 | Você está perdendo brigas que já estavam decididas antes de você entrar nelas. E chama isso de azar.Quase todo mundo lê A Arte da Guerra, de Sun Tzu, como um manual de agressividade: atropelar, blefar, dominar a mesa. Faz sentido, porque a frase mais repetida do tratado — toda guerra se baseia em engano — viaja sozinha por aí, sem o resto do livro atrás dela.Só que no capítulo três está uma frase que desmonta esse manual inteiro: lutar e vencer todas as suas batalhas não é a excelência suprema; a excelência suprema consiste em quebrar a resistência do adversário sem lutar. Vencer todas as batalhas é o segundo lugar no livro dele. O primeiro é não precisar da batalha.E o mecanismo é concreto. Sun Tzu escreve que o general que vence faz muitas contas no seu templo antes de a batalha ser travada, e o que perde faz poucas. O templo não era metáfora: o tradutor da edição de 1910 traz a nota de um comentarista antigo explicando que se separava uma sala para o general que ia entrar em campanha. Uma sala onde ninguém lutava — e era dentro dela que a guerra era decidida.Neste episódio de 11 minutos: a metade da frase conhece o teu inimigo e conhece a ti mesmo que quase todo mundo pula; por que você sabe o que o mercado paga e não sabe quantos meses aguenta sem entrada de dinheiro; a água que toma a forma do terreno, e por que plano fixo não é estratégia; a primeira condição de vitória, que é saber quando NÃO lutar; e a ordem de operações que decide tudo.Quem entra na briga para descobrir se vai ganhar já perdeu. Não por ser fraco: por ter trocado a ordem. O estrategista vitorioso só procura a batalha depois que a vitória já foi conquistada.Obra em domínio público. As passagens foram lidas na tradução de Lionel Giles (1910), Project Gutenberg; a versão em português é tradução livre nossa, feita a partir desse texto.📚 Livro deste episódio: A Arte da Guerra, de Sun Tzu (~500 a.C.)🔎 Ver o livro na Amazon📚 Todos os livros do canal📲 Quer o mapa mental completo para guardar? Procura no Instagram @resumocast.🔗 resumocast.com.brOs links da Amazon acima são links de afiliado. Como participante do Programa de Associados Amazon, o ResumoCast recebe uma comissão por compras qualificadas feitas pelos links da Amazon nesta descrição. Você não paga nada a mais por isso. Disclosure obrigatório por força do Amazon Associates Operating Agreement.
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| 6 | Neste episódio do podcast, Stela Campos, do Valor e Thiago Barbosa, da CBN, conversam com Gilberto Tomazoni, CEO global da JBS. Ele fala sobre a condução do processo de sucessão na JBS. Ouça e assista! Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
via CBN Professional | 17 |
| 7 | Érika Magalhães, diretora executiva de gente e gestão da Camil Alimentos, mostra como empresas podem integrar equipes e culturas diferentes depois de uma aquisição, preservando pessoas e conhecimento. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
via Mundo Corporativo - Mílton Jung | 22 |
| 8 | Você sabe exatamente o que deveria fazer. Sabe há meses. E faz o de sempre.A explicação que está na mão é falta de força de vontade. É a que todo mundo usa, e ela até faz sentido. Sempre Foi Assim, de Adelino Thomazini, dá outra — e ela incomoda mais porque não tem nada de moral: você não é fraco, você é biológico.O cérebro que decide a sua segunda-feira foi montado num mundo onde ficar fora do grupo era morrer. Por isso a dor de não pertencer é física, não figura de linguagem — e a empresa onde você trabalha, para esse cérebro, é uma tribo. Dopamina, cortisol e ocitocina comandam antes de a razão acordar. Você sente, e depois racionaliza.E aí vem a parte desconfortável. Um hábito não é só repetição: é um circuito de três peças — gatilho, rotina e recompensa — e mais de quatro em cada dez decisões do seu dia passam por ele sem passar por você. Uma rotina que roda há anos precisa se defender, senão alguém desliga. E ela se defende com uma frase que soa como experiência.“Sempre foi assim” não é uma observação sobre o mundo. É o padrão falando em primeira pessoa.Neste episódio de 8 minutos: o sapiens na caverna; os hormônios como CEOs invisíveis; o escudo que trava (fugir, lutar ou congelar — e por que o que você chama de procrastinar é o congelar); o sequestro do gatilho-rotina-recompensa; a arte de desaprender e viver em versão beta; a dor que transforma; a mudança em círculos concêntricos; e a liderança que inspira em vez de controlar.A ferramenta cabe num segundo: a pausa entre o gatilho e a reação. Você sente, você nomeia o padrão, você espera. Agora existe uma escolha que um segundo antes não existia.Episódio produzido em campanha com o autor, que enviou a obra ao ResumoCast. É resumo e crítica com atribuição, não reprodução.📚 Livro deste episódio: Sempre Foi Assim — Instinto, hábito ou escolha, de Adelino Thomazini (2026)🔎 Ver o livro na Amazon📚 Todos os livros do canal📲 Quer o mapa mental completo para guardar? Procura no Instagram @resumocast.🔗 resumocast.com.brOs links da Amazon acima são links de afiliado. Como participante do Programa de Associados Amazon, o ResumoCast recebe uma comissão por compras qualificadas feitas pelos links da Amazon nesta descrição. Você não paga nada a mais por isso. Disclosure obrigatório por força do Amazon Associates Operating Agreement.
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| 9 | Você já escreveu uma meta num papel e colou no espelho do banheiro. Olhou pra aquilo todo dia, durante semanas, e um dia parou de olhar. A explicação que te venderam é que faltou fé, que você não acreditou o bastante.O livro que inventou essa promessa diz outra coisa, e diz num capítulo que quase ninguém cita. Publicado em 1910, A Ciência de Ficar Rico é o avô de quase tudo que você já ouviu sobre atrair riqueza com a mente. E é o próprio autor quem escreve que pelo pensamento você pode fazer o ouro no coração das montanhas ser impelido na sua direção — mas que ele não vai se minerar sozinho, não vai se refinar sozinho, não vai se cunhar em moeda sozinho, e não vai vir rolando pela estrada procurando o caminho do seu bolso.Neste episódio: por que a obra tem duas metades e a primeira costuma desaparecer; a cena do quadro trocado por um lote de peles, que é como o autor separa o negócio que enriquece do negócio que lesa; a regra de uma linha que você pode aplicar amanhã de manhã no seu próprio trabalho; o aviso mais curto do livro, contra a mente competitiva; e a página mais desconfortável de todas, que diz que ninguém é maior que o próprio lugar enquanto deixar por fazer qualquer parte do trabalho daquele lugar.Todas as citações foram conferidas contra a edição em domínio público (The Science of Getting Rich, Elizabeth Towne Co., Holyoke, Massachusetts, 1910) e aparecem grifadas na tela do vídeo. A tradução para o português é livre.Livro: A Ciência de Ficar Rico (The Science of Getting Rich), 1910. Wallace D. Wattles (1860-1911). Domínio público.🛒 Comprar o livro:https://ift.tt/wgFIJvk de afiliado: ao comprar pela Amazon por esse link, você apoia o ResumoCast sem pagar nada a mais.📚 Todos os livros do canal: https://ift.tt/j6lnIKz — livros para empreendedores. Um mapa mental por semana, do livro inteiro, não da orelha.
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| 10 | Você já prometeu, numa segunda-feira, que essa semana seria diferente — e na quinta já tinha voltado a ser exatamente quem era antes? A explicação de sempre é "falta de força de vontade". Não é bem isso.Há mais de duzentos anos, um homem que passou a vida inteira lidando com erros de impressão escreveu a resposta real: se você pudesse pedir uma segunda edição da própria vida, o que chamaria de erro de impressão? O livro é a Autobiografia de Benjamin Franklin, e ele leva essa pergunta a sério a ponto de nomear os próprios erros, um por um, com data e lugar.Neste episódio: de onde vem a palavra "errata" na tipografia do século 18 e por que Franklin a usa para falar da própria vida; a lista das treze virtudes que ele riscava, semana a semana, num livrinho de bolso — e o motivo de ele nunca conseguir marcar as treze de uma vez; e a virada que sustenta o episódio inteiro — um homem tentando entender a própria vida enquanto ainda está vivendo ela, não um estadista celebrando o passado.Todas as citações foram conferidas contra a edição em domínio público (Harvard Classics, org. Charles W. Eliot, 1909) e aparecem grifadas na tela do vídeo.Livro: Autobiografia de Benjamin Franklin, escrita a partir de 1771. Publicação póstuma, 1791. Domínio público.🛒 Comprar o livro:
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| 11 | Você já travou na hora de falar mesmo sabendo o assunto melhor do que quase todo mundo na sala? A explicação de sempre é timidez, ou falta de dom. Não é bem isso.Em 1915, Dale Carnegie e J. Berg Esenwein escreveram o manual de oratória que viraria o método Dale Carnegie. E ele não começa com técnica de respiração: começa com a pergunta que os alunos faziam sem parar, e com uma resposta que inverte o diagnóstico inteiro. O medo de palco não é falta de coragem nem defeito de personalidade: é um erro de ENDEREÇO da atenção.Neste episódio: o cavalo que pasta colado no trilho e o cavalo que se apavora com o mesmo trem, e por que a cura de um não é proteger o outro; por que oradores consagrados continuaram travando depois de décadas de palco; a prova de uma linha só que os autores usam para mostrar que o medo não é sobre você (o teatro pegando fogo); e a frase mais dura do capítulo, que explica por que você trava por EXCESSO de si mesmo, e não por falta.Todas as citações foram conferidas contra o texto original em domínio público (Project Gutenberg, edição 16317) e aparecem grifadas na tela do vídeo, no inglês original. A tradução para o português é livre e está identificada como tal.Livro: The Art of Public Speaking (A Arte de Falar em Público), de Dale Carnegie e J. Berg Esenwein, 1915. Domínio público no Brasil desde 1º de janeiro de 2026 (Lei 9.610/98, art. 41).Atribuição: a obra tem DOIS autores e o texto não indica qual capítulo é de quem. Por isso as ideias são atribuídas aos autores ou ao livro, nunca a Dale Carnegie sozinho.🛒 Comprar o livro:
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| 12 | Neste episódio do podcast, Stela Campos, do Valor e Thiago Barbosa, da CBN, conversam com Lorice Scalise, presidente da Roche Farma Brasil. Ela fala sobre a importância de assumir riscos, envolver as pessoas nas decisões e construir equipes que questionem e contribuam. Ouça e assista! Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
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| 13 | No Mundo Corporativo, Mílton Jung entrevista Eduardo Lemos, vice-presidente executivo de operações da Cielo. Ele mostra por que a experiência do cliente passou a orientar a inovação, explica como a inteligência artificial está mudando a operação da empresa e fala dos desafios de transformar tecnologia em resultados concretos. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
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| 14 | Você já perdeu uma discussão mesmo tendo o argumento melhor? A explicação de sempre é que as pessoas não pensam direito, ou que o mundo é injusto. Não é bem isso.Há mais de dois mil anos, o homem que inventou a lógica ocidental escreveu o motivo exato de o argumento honesto perder: e a resposta não é "as pessoas são burras". É que existem três meios de persuasão, não um só — o caráter de quem fala, a emoção de quem ouve, e o argumento em si — e quem treina apenas o argumento está lutando desarmado contra quem treina os três.Neste episódio: por que Aristóteles condena mover o júri pela emoção logo na primeira página, e no mesmo livro explica exatamente como a emoção funciona; as três qualidades que fazem você confiar em alguém (bom senso, caráter moral e boa vontade); e a virada que sustenta o episódio inteiro — o próprio pai da lógica escrevendo que o caráter, não o argumento, é o mais eficaz dos três meios de persuasão.Todas as citações foram conferidas contra o texto original em domínio público (tradução de W. Rhys Roberts, 1924) e aparecem grifadas na tela do vídeo. A tradução para o português é livre e está identificada como tal.Livro: Retórica (Ρητορική), de Aristóteles, cerca de 350 a.C. Domínio público.🛒 Comprar o livro:
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| 16 | Pensa numa vez em que você teve que provar que estava bem. Não que estava certo. Que estava bem. Numa entrevista, numa conversa, num "tenha calma" dito com aquele tom. Você não escolheu o critério, não viu a régua, e mesmo assim foi medido por ela.Todo mundo acha que a discussão sobre o normal é sobre ONDE fica o limite. Em 1882, Machado de Assis escreveu uma novela que mostra que a pergunta é outra: quem segura a caneta que desenha a linha.Simão Bacamarte não é vilão. É competente, honesto e quer ajudar — e é exatamente por isso que ele é perigoso. A teoria dele exclui da razão todo caso em que o equilíbrio não seja "perfeito e absoluto". Ninguém passa nessa régua. Quatro quintos da vila acabam internados, e o número está no ofício que ele mesmo manda à câmara.Aí ele faz o que um bom cientista faria: desconfia da própria teoria. Inverte o critério e passa a internar os equilibrados — as tolerantes, as leais, as modestas. O método não mudou. Só o conteúdo da régua. Porque o método nunca foi sobre loucura: era ter um critério e o poder de aplicá-lo.No fim, Bacamarte conclui que não havia loucos em Itaguaí e que o único desequilibrado era ele. Ato contínuo, recolheu-se à Casa Verde — a mesma casa que construiu, das janelas verdes que foram o orgulho da vila. Morreu ali dezessete meses depois, no mesmo estado em que entrou, sem ter podido alcançar nada.E Machado se recusa a entregar um culpado. Ele registra que alguns conjecturam que nunca houve outro louco além dele, e na frase seguinte diz que isso é boato, sem outra prova senão o boato. Porque culpado é confortável.Livro: O Alienista, de Machado de Assis, 1882. Domínio público. Edição consultada: "Papéis Avulsos" (Lombaerts & C., 1882), a coletânea original.ResumoCast — livros para empreendedores. Um mapa mental por semana, do livro inteiro, não da orelha.
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| 17 | Faça um teste rápido: pense em quantas pessoas você conhece com quem não precisa fingir absolutamente nada. Nem o bom humor, nem que está tudo bem, nem que concorda. Se você contou nos dedos de uma mão e sobrou dedo, este episódio é sobre você.A explicação de sempre é que amizade nasce da carência: quem está sozinho procura companhia, quem está mal procura apoio. Por volta de 44 a.C., um romano que acabara de enterrar o melhor amigo escreveu exatamente o contrário, e a inversão é mais dura do que parece: é quando um homem está tão fortificado que não precisa de nada que ele mais procura e mantém amizades. Quem precisa não está buscando amizade. Está buscando socorro, e socorro acaba quando a emergência acaba.Neste episódio: por que a definição de Cícero (um acordo completo sobre todas as coisas, unido a boa vontade e afeto mútuos) fecha a porta para quase todo mundo; o teste desconfortável que separa amigo de plateia; e a frase que quase todo mundo atribui a Cícero sem saber que ele mesmo dá o crédito ao amigo Terêncio: a complacência nos ganha amigos, a fala franca ganha ódio.O veredito dele não é sobre ser antipático. É sobre custo: a fala franca causa problema se gera ressentimento, mas a complacência causa problema maior, porque ao tolerar os defeitos ela deixa o amigo despencar de cabeça na ruína. Quem sempre concorda com você não é seu amigo, e não porque seja falso, mas porque está te soltando.No fim, a conta do começo deu pouco por um motivo: você não estava contando amigos. Estava contando pessoas diante de quem dá para discordar sem perder a relação. Duas ou três assim é o número real, e não é pouco.Livro: Sobre a Amizade (Laelius de Amicitia), de Marco Túlio Cícero, 44 a.C. Domínio público.ResumoCast — livros para empreendedores. Um mapa mental por semana, do livro inteiro, não da orelha.
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| 18 | Neste episódio do podcast, Stela Campos, do Valor e Thiago Barbosa, da CBN, conversam com o Marcelo Tangioni, presidente da Mastercard Brasil. Ele falou sobre a importância de conhecer a empresa para acelerar a carreira. Ouça e assista! Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
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| 19 | O Mundo Corporativo recebe Daniela Redondo, diretora executiva do Instituto Coca-Cola Brasil. Ela explica por que preparar jovens para o primeiro emprego exige muito mais do que oferecer cursos. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
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| 20 | Você já disse essa frase. Provavelmente esta semana. A dieta, o cigarro, o treino, o livro que você ia ler antes de dormir. Você quebrou, sentiu um desconforto de meio segundo, e resolveu com quatro palavras: essa não vai contar.Em 1890, um médico americano descreveu esse exato momento. A explicação dele não menciona força de vontade uma única vez. Ela é sobre matéria.Neste episódio: por que "essa não vai contar" é uma afirmação falsa e não uma desculpa; o que é plasticidade e por que ela tem prazo; a assimetria entre enrolar e derrubar um novelo de barbante; as quatro regras práticas do capítulo e de quem elas realmente são; e a passagem sobre o bêbado Rip Van Winkle, que inverte a conversa inteira.Aviso de fidelidade: as duas primeiras regras práticas NÃO são de William James. Ele diz com todas as letras que as tirou do capítulo de Alexander Bain. A terceira e a quarta são acréscimos dele. Quem vende as quatro como invenção de James está vendendo errado.Todas as citações foram conferidas palavra por palavra contra o texto original em domínio público (Project Gutenberg, eBook 57628) e aparecem grifadas na tela. A tradução para o português é livre e está identificada como tal, porque não existe tradução brasileira em domínio público deste capítulo.O LIVRO
Princípios de Psicologia, Volume 1 (1890), capítulo IV: "Hábito"
William James (1842-1910)
Domínio público. Lei 9.610/98, art. 41: prazo vencido em 1981.CAPÍTULOS
00:00 A frase que você fala ao quebrar a dieta
01:03 O livro: William James, 1890
01:30 O novelo de barbante
02:09 Você não TEM hábitos. Você É eles
02:53 Plasticidade: a dobra que fica
04:05 As regras práticas (e de quem são)
05:01 Nunca permita uma exceção
06:07 O inferno que a gente fabrica
08:03 AS MOLÉCULAS ESTÃO CONTANDO
08:49 Não existe ninguém do outro lado da mesa
10:05 A mesma máquina conta a seu favor
11:42 A quarta regra: exercício gratuito
12:30 Aliado, não inimigoO mapa mental completo deste livro sai no nosso canal do WhatsApp. O link para entrar está na bio do Instagram: @resumocast
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