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Reforma, Libertad, Justicia y Ley
Neste dia, em 1879, nasceu Emiliano Zapata, general-chefe do Ejército Libertador del Sur, um dos líderes populares da revolução mexicana, ao lado de Pancho Villa.
Zapata organizou os campesinos e indígenas na luta por terra e liberdade, contra os conservadores no poder e contra os liberais que faziam a contrarrevolução.
Foi assassinado em uma emboscada do Estado mexicano. Morreu de pé e nunca viveu de joelhos.
"A terra é para quem nela trabalha."
#VivaZapata
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ATUALIZAÇÃO: 10/08/24, 09h.
Infelizmente, confirmado o falecimento da Tuíre. Estão levando seu corpo para a aldeia Gorotire, no sudeste paraense.
Uma triste e irreparável perda!
ATUALIZAÇÃO: 09/08/24, 21h.
Recebemos a notícia da @eiflavia, que Tuíre estaria viva, mas muito debilitada, verificamos e as notícias ainda são incertas, mas ao que tudo indica a Tuíre está em um estágio de improvável reversão.
Corrigimos a nota e pedimos desculpas pelo ocorrido, fica nosso homenagem ainda em vida!
Com tristeza, recebemos a notícia do gravíssimo estado de saúde da guerreira indígena Tuíre Kayapó. Sua luta incansável pela defesa da floresta e de seus povos sempre será um marco na história do povo brasileiro.
Despedimo-nos de uma guerreira que plantou inúmeras sementes não só entre os povos originários do nosso país, mas também em todos aqueles que acreditam que só a luta muda o mundo. Esta foto, mesmo 35 anos depois, continua a impactar por sua força e beleza incomparável.
Tuíre, presente!
#TuíreKayapó
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79 anos do bombardeio sobre Hiroshima.
Nos dias 6 e 9 de agosto de 1945 ocorreu um dos maiores crimes contra a humanidade: os bombardeios com armas atômicas sobre Hiroshima e Nagasaki. Morreram, instantaneamente, aproximadamente 70 mil pessoas em Hiroshima e 40 mil em Nagasaki. Estima-se em mais de 200 mil as vidas perdidas nos meses seguintes e que até 350 mil pessoas tenham morrido em consequência de problemas causados ao longo dos anos. Só em Hiroshima, a leitura oficial da cidade, realizada em 2005, é que 242.437 pessoas morreram em decorrência da bomba atômica.
Calcula-se que morreram menos de 20 mil militares em Hiroshima e 1.500 em Nagasaki. A maioria dos mortos era de civis, trabalhadores.
O governo americano justificou o uso da bomba como necessário para a rendição imediata do Japão, e que isso salvaria milhares de vidas, o que é altamente questionável. Muitos historiadores, em especial japoneses, apontam que a declaração de guerra dos soviéticos e o ataque do exército vermelho na região da Manchúria haviam feito o imperador japonês repensar os termos de rendição, que já estavam sendo debatidos. Além disso, com a queda da Alemanha, o governo japonês sabia que a derrota era uma questão de tempo.
Muitos pesquisadores apontam que os Estados Unidos sabiam que morreriam milhares de civis japoneses, mas atacaram por dois motivos centrais: 1 - Obrigar a rendição do Japão ao governo norte-americano e não ao Soviético. 2 - Demonstrar o poderio militar para impressionar a União Soviética, o que lhes deu uma vantagem no início do que viria a ser a Guerra Fria.
Condenamos veementemente a posição pró-nazismo do Japão na guerra, mas quem morreu foram inocentes. Solidarizamo-nos com as milhares e milhares de vidas assassinadas pelo projeto imperialista ianque.
É muito comum em filmes, em especial de Hollywood, os Estados Unidos e as forças armadas americanas aparecerem como salvadores. Mas seus crimes são grotescos em diversos momentos. Foi assim no Japão, no Vietnã, com o lançamento indiscriminado de Napalm, e nas mais diversas guerras e intervenções que eles realizaram desde então.
O objetivo do imperialismo é o controle e subjugação econômica, e para isso vale tudo.
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Em 4 de agosto de 1983, um dia antes do aniversário de 23 anos da independência da "República do Alto Volta", Thomas Sankara foi libertado da sua prisão pelo exército revolucionário, liderado pelo então capitão Compaoré, e empossado presidente. Um ano depois, ele mudou o nome do país para Burkina Faso, que quer dizer “terra das pessoas íntegras”.
Como em todas as revoluções, é muito difícil falar delas sem mencionar suas lideranças. É assim em Cuba, com Fidel, na Alemanha, com Rosa, na Rússia, com Lenin, com Toussaint Louverture no Haiti, e o símbolo da revolução em Burkina é Sankara. Sua vida e governo são marcados pela ideia de libertação dos povos burquinenses das garras do imperialismo.
Sankara disse: "Devemos escolher entre champanhe para poucos ou água potável para todos." Esse foi o espírito que guiou a revolução.
As conquistas da revolução são inúmeras e abrangem diversas áreas: saúde, educação, direitos das mulheres, reforma agrária, combate à corrupção, estatização de serviços, organização sindical, luta ambiental... Das revoluções nacionais africanas, a de Burkina ainda teve o triunfo de ser uma das mais democráticas. Foram criados organismos de democracia direta que enfraqueciam a centralidade do Estado e davam poder aos Comitês de Defesa da Revolução. Entre as responsabilidades dos CDRs estava a defesa das conquistas revolucionárias e a proposta de construção de uma nova cultura e sociabilidade. Os CDRs eram autônomos e se mantinham com parte dos impostos que eles mesmos eram responsáveis por coletar. É como se uma associação de bairro tivesse a vinculação de receita para suas atividades e autonomia para cobrar mais de quem tem mais e menos de quem tem menos.
As contradições na construção de uma revolução são sempre imensas. Já diria Fidel: "Uma revolução não é um mar de rosas. É uma luta de morte entre o futuro e o passado." A revolução e a contrarrevolução caminham juntas, e as forças reacionárias partem não só de setores externos, mas também de fatores internos do processo de luta para a construção de uma nova humanidade. Assim foi em Burkina.
A revolução terminou em um golpe — com apoio da França, Costa do Marfim, Líbia e Estados Unidos — liderado por Compaoré, o mesmo que ajudou na libertação popular, mas se corrompeu. As justificativas do novo presidente golpista eram que Sankara estava entregando o país ao colonialismo novamente. A contrarrevolução privatizou e liberalizou muitas das conquistas de 83, retirou os direitos conquistados pelas mulheres e pelas minorias do país.
Hoje a realidade do povo burquinense é triste. É um dos países mais pobres e com piores indicadores sociais do mundo. Os liberais dirão que falta desenvolver o capitalismo em terras africanas, que são regiões atrasadas do mundo, mas isso é pura falácia burguesa. O desenvolvimento capitalista é pleno e seu objetivo é uma periferia miserável para poder maximizar o lucro para o centro do capital. Para o capitalismo, Burkina Faso cumpre bem seu papel.
Os rumos de uma revolução são sempre incertos, mas com certeza a realidade de Burkina Faso seria muito mais alegre para seu povo com a continuidade da revolução de 83.
"Devemos ousar inventar o futuro"
Thomas Sankara
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#Coluna Silvia Adoue
"A academia, no entanto, costuma ser tratada como um espaço despojado dessa materialidade dos interesses privados, como um terreno neutro no qual as ideias podem ser debatidas e se impor pela razão."
Leia: https://bit.ly/CSilvia_0724
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Boletim Semanal do Contrapoder
Número 41
Julho de 2024
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🌎 Internacional:
🇺🇸 Pesquisas eleitorais dão favoritismo a Trump no Colégio Eleitoral contra Harris nas eleições presidenciais dos EUA: https://bit.ly/3LJO7M6 e https://bit.ly/3WnMg4j
🇷🇺 Em provocação aberta à Rússia, EUA estacionam bombardeiros nucleares na Romenia: https://bit.ly/4c1QCUr
🇵🇸 Reunidas em Pequim, 14 organizações palestinas decidem formar governo de unidade nacional contra Israel: https://bit.ly/46mBiAM
🇫🇷 Macron manobra para boicotar primeiro-ministro indicado pela esquerda: https://bit.ly/4dpzPvV
🇻🇪 Uma visão da esquerda independente sobre as eleições na Venezuela: https://bit.ly/3YoaqOU
🇧🇷 Nacional:
🇻🇪 Pressionado pela direita, Lula enreda-se em campanha reacionária contra Maduro: https://bit.ly/4d0twz3, https://bit.ly/3A2bPRb e https://bit.ly/4d0tzuJ
🤔 Boulos copia slogan de Maluf na campanha para o governo de São Paulo: https://bit.ly/3Wm50kR
🏹 Relatório do CIMI revela que violência contra populações indígenas continua: https://bit.ly/4dnNwv6
🌳 Meio Ambiente:
🌴 Amazonas pode sofrer maior seca em 10 anos: https://bit.ly/46H5ZAZ
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Neste dia, em 1821, José Francisco de San Martín y Matorras declarou o que mais tarde foi intitulado como a independência do Peru. O projeto popular, encarnado por San Martín e Bolívar, visava a junção das diversas divisões da América e a criação de uma única pátria, que teria mais força contra as metrópoles; porém, como sabemos, este projeto foi derrotado. Mas esta história, contada como independência peruana, não começa com José San Martín nem acaba com ele.
Podemos dizer que o começo da independência de qualquer país latino-americano acontece quando nos transformamos em colônias, mas no caso peruano há alguns grandes saltos que precisam ser mencionados.
Para resumi-los em alguns pontos que estão sempre entrelaçados, lembramos: o primeiro é a Grande Rebellion liderada por Túpac Amaru II, que culminou em um massacre dos povos originários em toda a Indoamérica, especialmente os que se levantaram nos Andes Centrais.
O segundo é a conquista do Reino da Espanha por Napoleão Bonaparte, que forçou os espanhóis a entregar o poder e gerou uma crise nas colônias em toda a América. As burguesias emergentes locais se dividiram entre apoiar a monarquia, obter independência e jurar lealdade ao novo reino. Em paralelo, houve uma série de revoltas no que era conhecido como Reino do Peru, como as revoltas de Tacna de 1811 e de 1813, a Rebellion de Huánuco de 1812, a Rebellion do Cuzco de Rebellion do Cuzco e a Rebellion de Aymaraes de 1818, para citar os mais importantes eventos.
O terceiro é a independência dos outros reinos e vice-reinos. As guerras de independência já tinham conquistado diversas vitórias no continente. O próprio San Martín foi herói da independência do que hoje conhecemos como Chile, Argentina, Bolívia e Paraguai. Isso motivou os peruanos a se mobilizar.
A soma desses pontos, com a união dos trabalhadores, escravizados e livres, em especial dos indígenas, com setores mais radicalizados da elite peruana, culminou em uma aliança militar liderada por San Martín, que proclamou a independência do Reino em Lima, em 28 de julho de 1821. Vale destacar que uma das primeiras leis decretadas foi a igualdade entre indígenas e não indígenas em todas as regiões libertas.
Mas a vitória final sobre os monarquistas só seria decretada em abril de 1825, com a derrota das forças monarquistas no interior do país. Nessa época, San Martín já havia abandonado o Peru, deixando o governo para uma junta e retornando a Buenos Aires, às Províncias Unidas do Rio da Prata.
A luta pela unidade latino-americana ainda é uma luta pulsante. As atuais fronteiras de nosso continente não foram traçadas por diferenças culturais gritantes, mas sim por interesses das elites, que negociavam com a Inglaterra para garantir seus lucros, enquanto os libertadores faziam revoluções populares.
Viva a luta dos povos de nosso continente pela libertação popular!
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Neste dia, em 1930, nasceu em São Paulo Plínio Soares de Arruda Sampaio, intelectual, jurista e político brasileiro.
Plínio dedicou sua vida ao combate às desigualdades sociais, principalmente a formular uma nova estrutura fundiária no Brasil. A história de Plínio confunde-se muito com a história de parte da esquerda radical brasileira. Plínio iniciou sua vida pública na esquerda católica dos anos 40 e, ainda na juventude, começou a se radicalizar. Foi deputado, secretário, e governou com Carvalho Pinto (PDC) e Prestes Maia (UDN). Foi eleito deputado em 1962 com quase 42 mil votos, superando nomes como Mário Covas, Ulysses Guimarães, Rubens Paiva e o ultrarreacionário Plínio Salgado. Como deputado, sua carreira foi marcada pela relatoria do projeto de reforma agrária, propondo um modelo, para a época, radical de distribuição de terras e de combate à concentração fundiária.
Foi cassado pelo AI nº 1 e se refugiou no Chile. Lá, trabalhou na ONU, na Organização para Alimentação e Agricultura, mas, principalmente, foi um dos grandes elos de auxílio aos exilados políticos que chegavam às terras chilenas. Saiu do Chile antes do golpe e voltou ao Brasil em 1976, após 12 anos de exílio. Com o bipartidarismo, entrou no MDB, grande guarda-chuva da oposição brasileira, onde propôs, junto com Almino Afonso, Francisco Weffort e Fernando Henrique Cardoso, a criação de um partido popular, democrático e de massas, o Partido Socialista Democrático Popular (PSDP), mas sua ideia foi traída por FHC.
Em 1980, ajudou a fundar o Partido dos Trabalhadores, concorreu à eleição de deputado em 1982, ficando com a suplência, mas assumiu a vaga de deputado de Eduardo Suplicy, que se afastou em 1985 para concorrer à prefeitura de São Paulo. Foi eleito deputado constituinte em 1986, atuando em várias comissões, dentre elas a de Redação. Em 1990, concorreu ao governo do Estado, ficando em 4º lugar.
Durante anos, atuou fortemente na construção do PT, na luta pela reforma agrária, contra a corrupção e o neoliberalismo. Nesse período, fundou o Correio da Cidadania (1996). Em 2005, quando o governo Lula já mostrava a que vinha, rompeu com o partido e ajudou a construir o PSOL. Em 2006, foi candidato ao governo do estado na chapa com Mauro Iasi, ficando novamente em 4º lugar. Em 2010, concorreu à presidência com Hamilton Assis, fazendo uma ferrenha crítica à esquerda do projeto de conciliação e cooptação dos governos petistas.
Em 2013, foi às ruas com a juventude, na luta pela tarifa zero e pelas reformas tão necessárias no Brasil. Morreu em 2014, deixando um legado de radicalidade e amor pelo povo brasileiro.
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26 de julho, dia da rebeldia cubana!
"As bombas podem matar os famintos, os doentes, os ignorantes, mas não podem matar a fome, as doenças, a ignorância."
¡Patria o Muerte! ¡Venceremos!
Viva o Movimento 26 de julho e o triunfo da revolução cubana.
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#Coluna Antonio Julio
"Na República da Irlanda, o descontentamento com o neoliberalismo começa a aparecer: nas últimas eleições no país, o Sinn Féin venceu pela primeira vez, obrigando o centro e a direita a se unirem para formar o governo, e o conseguiu por um deputado a mais."
Leia: https://bit.ly/cantonio_0724
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Boletim Semanal do Contrapoder
Número 40
Julho de 2024
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🌎 Internacional:
🇺🇸 OTAN dobra as apostas na guerra contra a Rússia: https://bit.ly/3yeuaK1 e https://bit.ly/3YhIzjf
🇺🇸 Atentado turbina campanha de Trump: https://bit.ly/3Yi2oa5
🇫🇷 Na França, Mélenchon não abre mão do programa para chegar a Matignon: https://bit.ly/4cRvMZt e https://bit.ly/3YgSNQM
🇨🇱 Em escalada contra movimentos sociais, Governo Boric reprime com violência Villa Francia: https://bit.ly/3YiFVtr e https://bit.ly/3WzmjjG
🇧🇷 Nacional:
🪖 Áudio revela tramoias de Bolsonaro, Augusto Heleno e Ramagem: https://bit.ly/3WzbpKO
🌎 Ofensiva parlamentar criminaliza luta pela terra: https://bit.ly/3YoJVbQ
🌳 Meio Ambiente:
🌳 PL do desmatamento ameaça a Amazônia: https://bit.ly/3A6yJGL
🐆 Debate sobre marco temporal prossegue em semana de intensificação de ataques aos indígenas https://bit.ly/4fdJaIJ e https://bit.ly/3YewI5p
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Neste dia, em 1918, nasceu no Rio de Janeiro, Antonio Candido.
Antonio Candido é um dos pilares da tradição de pensamento crítico no Brasil. O país fragmentado, de difícil compreensão, foi forjado por pensadores que não se intimidaram diante tanto da complexidade quanto das contradições pelas quais o país se formou.
Essa tradição crítica que está em pé de igualdade com as grandes tradições mundiais. Ainda que mais jovem - até pela juventude do país (considerando Brasil o que existe de 1822 para cá) -, nosso pensamento crítico tem uma profundidade exuberante. Na base desse pensamento pode-se colocar, no século XIX, Machado de Assis. Já no século XX, na primeira metade, os demiurgos que ousaram pensar o país, sua formação e contradições, de forma inovadora, cada qual à sua maneira: Gilberto Freyre, Sérgio Buarque de Holanda e Caio Prado Jr. pensaram suas obras magnas - e com elas refundaram o Brasil, entre as décadas de 1930 e 1940. É impossível pensar o Brasil sem eles - para o bem ou para o mal.
Na sequência desses 4 gigantes, o pensamento profundo sobre o Brasil e todas suas vicissitudes, juntam-se ao time outros grandes: Florestan Fernandes, Celso Furtado, Darcy Ribeiro e Antonio Candido.
Como se pensa o Brasil, sua formação, seu povo, suas contradições e suas formas singulares, sem considerar o negro, o indígena, o caipira, o nordeste, a economia e nossa literatura?
Em Antonio Candido tudo isso está junto e misturado, algumas vezes mais explícitas, outras menos.
Mestre da dialética, Candido foi homem do seu tempo, do passado e do nosso tempo. Continuará sendo, seja qual tempo for. Viveu intensamente seus 99 anos. Formou e continua formando gerações de pesquisadores, entusiastas, gente que não se contenta com o pensamento não criativo, ousado, corajoso.
Desde a década de 40, quando funda com outros a Revista Clima, Candido fez da intelectualidade profissão de fé, com empenho, coragem e generosidade. Qualquer leitor atento compreende suas obras, tanto pelo seu didatismo, quanto por sua escrita fluida e bela - sem que isso implique, em nenhum momento, em simplificação e perda crítica.
Antonio Candido não abriu mão dos seus ideais nem de suas ideias, de sua generosidade e da capacidade humana da solidariedade socialista. Como disse certa vez: "O que se pensa que é face humana do capitalismo é o que o socialismo arrancou dele com suor, lágrimas e sangue"
Ainda neste ano de 2024 foi homenageado no Festival Internacional de Documentários com o filme "Antonio Candido: anotações finais", baseado em seus últimos cadernos de anotações, espécies de diários que manteve, exibido no festival "É Tudo Verdade". Mais que merecida homenagem, o filme resgata a sensibilidade do homem que foi, de sua visão sobre o mundo, sobre a morte.
Com morte serena em 2018, Antonio Candido segue mais vivo que nunca.
Viva Antonio Candido
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#Coluna Mário Maestri
"O empreendedorismo e identitarismo negros são, atualmente, política de ponta do Partido Democrata e do imperialismo. Tudo roupagem embolorada do passado, postas ao sol, para um novo uso como traje de festa."
Leia: https://bit.ly/cmaestri_0724
1 016
Neste dia, em 1920, nasceu, em São Paulo, Florestan Fernandes, teórico socialista, sociólogo e um dos grandes intérpretes da sociedade brasileira e latino-americana.
Em 2020, em decorrência do centenário de Florestan, publicamos dois textos e um vídeo sobre sua vida e sua obra!
Viva Florestan Fernandes!
Viva a revolução brasileira!
A coluna de Plinio Jr.:
https://bit.ly/cpasj0720
O especial organizado por Flávio Mendes e Vera Ceccarello
https://bit.ly/100anosflorestan
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