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Inspirado por Stott e pela obra sobre Economia e Política, ele vê seu trabalho como uma vocação divina, buscando a excelência e a ética, e resistindo a pressões para comprometer seus valores em nome de atalhos ou ganhos rápidos, conforme alertado por Ferreira e Koyzis.
#estudojardimsecreto
| 2 | 📰 Semana 4: Economia, Trabalho e Justiça Social
🗓️Dia 22: O Trabalho e a Vocação Cristã: Mais que um Meio de Vida
📖 Antigo Testamento
Eclesiastes 3:13: "E também que todo homem coma e beba, e desfrute o bem de todo o seu trabalho; isso é um dom de Deus."
O que nos ensina: O texto mostra que o fruto do trabalho e a capacidade de desfrutar dele são presentes e bênçãos que vêm diretamente de Deus, e não apenas uma obrigação pesada.
Novo Testamento
Colossenses 3:23: "Tudo o que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor, e não para os homens."
O que nos ensina: O versículo eleva o valor de qualquer profissão, transformando as tarefas diárias em uma forma de servir a Deus com dedicação e excelência.
Explicação do Tema: Este dia explora a visão cristã do trabalho e da vocação, transcendendo a ideia de que o trabalho é apenas um meio de subsistência. A discussão abordará como o trabalho é parte integrante da criação de Deus, um chamado para servir ao próximo e glorificar a Deus, e como essa perspectiva influencia a ética profissional e o engajamento na economia.
Perspectivas das Obras:
Política Segundo a Bíblia (Wayne Grudem): Grudem, ao discutir a esfera da economia, implicitamente valoriza o trabalho como parte do mandato cultural dado por Deus. Ele argumentaria que o trabalho dignifica o ser humano e contribui para o bem-estar da sociedade, e que as políticas governamentais devem promover um ambiente onde o trabalho seja valorizado e a liberdade econômica seja protegida.
Contra a Idolatria do Estado (Franklin Ferreira): Ferreira alertaria para o perigo de o Estado se tornar o provedor máximo, desvalorizando o trabalho individual e a iniciativa privada. Ele defenderia que a vocação cristã no trabalho é um ato de adoração a Deus e uma forma de resistir a sistemas que buscam controlar ou instrumentalizar o trabalho para fins ideológicos, em vez de reconhecer sua dignidade intrínseca.
Visões e Ilusões Políticas (David Koyzis): Koyzis, ao analisar as ideologias, mostraria como algumas delas podem distorcer a visão do trabalho, seja absolutizando o lucro (em certas vertentes do liberalismo) ou transformando o trabalho em uma ferramenta de controle estatal (em certas vertentes do socialismo). Uma cosmovisão cristã, ao contrário, vê o trabalho como um chamado divino, com propósitos que vão além do material.
Um Cristão em uma Sociedade Não Cristã (John Stott): Stott dedica atenção à vocação cristã no trabalho, enfatizando que todo trabalho honesto, realizado com excelência e para a glória de Deus, é um serviço cristão. Ele encoraja os cristãos a serem diligentes e éticos em suas profissões, influenciando seus ambientes de trabalho com os valores do Reino de Deus e contribuindo para a transformação social.
Economia e Política na Cosmovisão Cristã (Vários Autores): Esta obra é central para o tema, explorando a ética no trabalho e nos negócios. Ela defende que o trabalho é uma bênção e um meio de servir a Deus e ao próximo, e que as políticas econômicas devem promover um ambiente onde a iniciativa, a criatividade e a responsabilidade no trabalho sejam valorizadas, combatendo a preguiça e a dependência.
O Politicamente Correto e o Papel do Cristão (Vários Autores): O livro pode abordar como o politicamente correto, ao focar excessivamente em identidades e narrativas, pode desvalorizar o mérito e a excelência no trabalho, ou impor agendas que comprometem a liberdade profissional e a consciência. Ele destacaria a importância de os cristãos defenderem a dignidade do trabalho e a liberdade de exercer sua vocação sem coerção ideológica.
Exemplo Prático: Um engenheiro cristão, ao invés de apenas buscar o lucro em seus projetos, se empenha em desenvolver soluções inovadoras e sustentáveis que beneficiem a comunidade, garantindo condições de trabalho justas para sua equipe. | 16 |
| 3 | لا يوجد نص... | 12 |
| 4 | ²³ Naquele mesmo dia, aproximaram-se de Jesus alguns saduceus, que dizem não haver ressurreição, e o questionaram:
²⁴ — Mestre, Moisés disse: "Se alguém morrer sem deixar filhos, o irmão dele se casará com a viúva e suscitará descendência ao falecido."
²⁵ Ora, havia entre nós sete irmãos. O primeiro, tendo casado, morreu; e, não tendo descendência, deixou a sua mulher a seu irmão.
²⁶ Da mesma forma, o segundo, o terceiro, até o sétimo.
²⁷ Depois de todos eles, morreu a mulher.
²⁸ Na ressurreição, de qual dos sete ela será esposa, uma vez que todos a tiveram?
²⁹ Jesus, porém, lhes respondeu:
— Vocês estão errados, porque não conhecem as Escrituras nem o poder de Deus.
³⁰ Pois, na ressurreição, nem casam, nem se dão em casamento; porém são como os anjos no céu.
³¹ E, quanto à ressurreição dos mortos, vocês não leram o que Deus lhes disse:
³² "Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó"? Ele não é Deus de mortos, mas de vivos!
³³ Ouvindo isto, as multidões se maravilhavam do seu ensino.
O grande mandamento
³⁴ Os fariseus, ouvindo que Jesus tinha feito calar os saduceus, reuniram-se.
³⁵ E um deles, intérprete da Lei, para o pôr à prova, perguntou-lhe:
— Mestre, qual é o grande mandamento na Lei?
³⁶ Jesus respondeu:
— "Ame o Senhor, seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento."
³⁸ Este é o grande e primeiro mandamento.
³⁹ O segundo, semelhante a este, é: "Ame o seu próximo como a você mesmo."
⁴⁰ Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas.
De quem o Cristo é filho?
⁴¹ E, estando reunidos os fariseus, Jesus lhes perguntou:
⁴² — O que vocês pensam a respeito do Cristo? De quem ele é filho?
Eles responderam:
— De Davi.
⁴³ Jesus lhes disse:
— Como, então, Davi, pelo Espírito, lhe chama Senhor, dizendo:
⁴⁴ "Disse o Senhor ao meu Senhor: Sente-se à minha direita, até que eu ponha os seus inimigos debaixo dos seus pés"?
⁴⁵ Se Davi, pois, lhe chama Senhor, como ele é seu filho?
⁴⁶ E ninguém conseguia responder-lhe uma só palavra; nem, daquele dia em diante, ousou mais ninguém fazer-lhe perguntas.
4. Aplicação Prática
Purifique o Templo do Seu Coração (Mt 21.12-13):
O seu corpo é templo do Espírito Santo. Avalie se existem motivações egoístas, interesses comerciais ou religiosidade superficial ocupando o lugar que deve ser reservado à oração, adoração genuína e busca por Deus.
Revista-se da Justiça de Cristo para o Banquete (Mt 22.11-12):
Não tente se apresentar diante do Rei com as "vestes esfarrapadas" da sua própria moralidade. Aceite o convite do Evangelho cobrindo-se exclusivamente com a justiça imaculada de Jesus Cristo.
Viva sob o Mandamento Supremo do Amor (Mt 22.37-39):
A verdadeira espiritualidade é medida pelo amor sincero a Deus (de todo o coração, alma e entendimento) que transborda em compaixão e serviço ao próximo no dia a dia.
5. Conclusão
Mateus 21 e 22 revelam que Jesus é o Rei soberano e insuperável que confronta toda hipocrisia humana. Ele rejeita a religiosidade de fachada (a figueira sem fruto) e convida os indignos e marginalizados para o Seu banquete celestial. Ao submeter toda a Lei ao imperativo do amor e demonstrar Sua autoridade divina como o Senhor de Davi, Jesus se apresenta como a única Pedra Angular segura sobre a qual nossa vida deve ser edificada.
6. Apelo para Confiar e Permanecer em Jesus
Se você ouviu o convite do Rei para o Seu banquete celestial, não recuse nem tente entrar pelos seus próprios méritos. Renda-se ao Senhor Jesus, a Pedra Angular da nossa salvação, e receba hoje as vestes da Sua justiça.
Oração:
"Senhor Jesus, eu Te reconheço como o meu Rei humilde e vitorioso, o Senhor de Davi e a Pedra Angular da minha salvação. Purifica o meu coração de toda religiosidade falsa e de toda hipocrisia. Agradeço-Te pelo convite imerecido para o Teu banquete celestial. Veste-me com a Tua justiça e capacita-me a amar a Deus sobre todas as coisas e ao meu próximo como a mim mesmo. Em Teu santo nome, amém."
#estudojardimsecreto | 20 |
| 5 | ³⁴ Quando chegou o tempo da colheita, enviou os seus servos aos lavradores, para receber os frutos que lhe cabiam.
³⁵ Os lavradores, porém, agarrando os servos, espancaram um, mataram outro e apedrejaram outro.
³⁶ O proprietário enviou ainda outros servos, em maior número do que os primeiros; e os lavradores fizeram com eles a mesma coisa.
³⁷ Por fim, enviou-lhe o seu próprio filho, dizendo: "Terão respeito ao meu filho."
³⁸ Mas os lavradores, vendo o filho, disseram entre si: "Este é o herdeiro; venham, vamos matá-lo e apoderar-nos da sua herança!"
³⁹ E, agarrando-o, lançaram-no fora da vinha e o mataram.
⁴⁰ Quando, pois, vier o senhor da vinha, que fará àqueles lavradores?
⁴¹ Eles responderam:
— Fará perecer miseravelmente esses maus e arrendará a vinha a outros lavradores que lhe entreguem os frutos no seu devido tempo.
⁴² Jesus lhes perguntou:
— Vocês nunca leram nas Escrituras: "A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a pedra angular; isto procede do Senhor e é maravilhoso aos nossos olhos"?
⁴³ Portanto, eu lhes digo que o Reino de Deus lhes será tirado e entregue a um povo que produza os seus respectivos frutos.
⁴⁴ Todo o que cair sobre esta pedra ficará em pedaços; e aquele sobre quem ela cair será reduzido a pó.
⁴⁵ Os principais sacerdotes e os fariseus, ouvindo as parábolas de Jesus, entenderam que ele falava a respeito deles.
⁴⁶ E, embora quisessem prendê-lo, tiveram medo das multidões, porque estas o consideravam profeta.
Mateus 22 (NAA)
A parábola do banquete de casamento
¹ Jesus voltou a falar-lhes por meio de parábolas, dizendo:
² — O Reino dos céus é semelhante a um rei que celebrou o casamento do seu filho.
³ Enviou os seus servos a chamar os convidados para as bodas, mas estes não quiseram vir.
⁴ Enviou ainda outros servos, com esta ordem: "Digam aos convidados: Eis que já preparei o meu banquete; os meus bois e cevados já foram abatidos, e tudo está pronto. Venham para as bodas."
⁵ Eles, porém, não deram importância e foram, um para o seu campo, outro para o seu negócio;
⁶ e os outros, agarrando os servos, os maltrataram e mataram.
⁷ O rei ficou irado e, enviando os seus exércitos, destruiu aqueles assassinos e incendiou a cidade deles.
⁸ Então disse aos seus servos: "O banquete nupcial está pronto, mas os convidados não eram dignos.
⁹ Vão, pois, para as saídas das estradas e convidem para as bodas todos os que encontrarem."
¹⁰ E aqueles servos, saindo pelas estradas, reuniram todos os que encontraram, maus e bons; e a sala do banquete ficou cheia de convidados.
¹¹ Mas, quando o rei entrou para ver os convidados, notou ali um homem que não usava veste nupcial
¹² e perguntou-lhe: "Amigo, como você entrou aqui sem veste nupcial?" E ele emudeceu.
¹³ Então o rei disse aos serventes: "Amarrem-no de pés e mãos e joguem-no nas trevas exteriores; ali haverá choro e ranger de dentes."
¹⁴ Porque muitos são chamados, mas poucos, escolhidos.
O pagamento de impostos a César
¹⁵ Então os fariseus se retiraram e consultaram entre si como apanhariam Jesus em alguma palavra.
¹⁶ Enviaram-lhe seus discípulos, juntamente com os herodianos, para dizer-lhe:
— Mestre, sabemos que o senhor é verdadeiro e ensina o caminho de Deus em verdade, sem se deixar influenciar por quem quer que seja, porque não olha a aparência das pessoas.
¹⁷ Diga-nos, pois, o que lhe parece: É lícito pagar imposto a César ou não?
¹⁸ Jesus, porém, percebendo a malícia deles, respondeu:
— Por que vocês me põem à prova, hipócritas?
¹⁹ Mostrem-me a moeda do imposto.
Eles lhe apresentaram um denário.
²⁰ E Jesus lhes perguntou:
— De quem é esta imagem e a inscrição?
²¹ Responderam:
— De César.
Então Jesus lhes disse:
— Deem, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.
²² Ouvindo isto, ficaram admirados e, deixando-o, se retiraram.
A pergunta sobre a ressurreição | 13 |
| 6 | ⁶ Os discípulos foram e fizeram como Jesus lhes havia ordenado.
⁷ Trouxeram a jumenta e o jumentinho, puseram sobre eles as suas capas, e Jesus montou.
⁸ E a maior parte da multidão estendeu as suas capas pelo caminho, enquanto outros cortavam ramos de árvores e os espalhavam pelo caminho.
⁹ E as multidões, tanto as que iam adiante como as que vinham atrás, clamavam:
— Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas!
¹⁰ Quando Jesus entrou em Jerusalém, toda a cidade ficou agitada, e perguntavam:
— Quem é este?
¹¹ E as multidões respondiam:
— Este é o profeta Jesus, de Nazaré da Galileia.
A purificação do templo
¹² Jesus entrou no templo e expulsou todos os que ali vendiam e compravam. Derrubou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas
¹³ e disse-lhes:
— Está escrito: "A minha casa será chamada casa de oração." Mas vocês estão fazendo dela um covil de salteadores.
¹⁴ E chegaram a ele, no templo, cegos e coxos, e ele os curou.
¹⁵ Mas os principais sacerdotes e os escribas, vendo as maravilhas que ele fazia e as crianças que gritavam no templo: "Hosana ao Filho de Davi!", ficaram indignados
¹⁶ e perguntaram a Jesus:
— Você está ouvindo o que eles estão dizendo?
Jesus lhes respondeu:
— Sim. Vocês nunca leram: "Da boca de pequeninos e de crianças de peito tiraste o perfeito louvor"?
¹⁷ E, deixando-os, saiu da cidade para Betânia, onde passou a noite.
A figueira que secou
¹⁸ De manhã, ao voltar para a cidade, Jesus teve fome.
¹⁹ E, vendo uma figueira à beira do caminho, aproximou-se dela, mas não achou nela nada senão folhas. Então lhe disse:
— Nunca mais nasça fruto de você!
E a figueira secou imediatamente.
²⁰ Vendo isso, os discípulos ficaram admirados e perguntavam:
— Como a figueira secou tão depressa?
²¹ Jesus lhes respondeu:
— Em verdade lhes digo que, se tiverem fé e não duvidarem, não somente farão o que foi feito à figueira, mas até mesmo se disserem a este monte: "Levante-se e jogue-se no mar", isso acontecerá.
²² E tudo o que pedirem em oração, se crerem, vocês receberão.
A autoridade de Jesus é questionada
²³ Jesus entrou no templo e, enquanto estava ensinando, aproximaram-se dele os principais sacerdotes e os anciãos do povo, perguntando:
— Com que autoridade você faz estas coisas? E quem lhe deu esta autoridade?
²⁴ Jesus lhes respondeu:
— Eu também vou fazer uma pergunta a vocês. Se me responderem, eu lhes direi com que autoridade faço estas coisas.
²⁵ De onde era o batismo de João? Do céu ou dos homens?
Eles discutiam entre si:
— Se dissermos: "Do céu", ele nos dirá: "Por que, então, não creram nele?"
²⁶ Mas, se dissermos: "Dos homens", temos medo do povo, porque todos consideram João como profeta.
²⁷ Então responderam a Jesus:
— Não sabemos.
E Jesus lhes disse:
— Pois eu também não lhes digo com que autoridade faço estas coisas.
A parábola dos dois filhos
²⁸ — E o que vocês acham disto? Um homem tinha dois filhos. Chegando-se ao primeiro, disse: "Filho, vá trabalhar hoje na vinha."
²⁹ Ele respondeu: "Não quero." Mas, depois, arrependido, foi.
³⁰ Encontrando o outro filho, o pai disse a mesma coisa. Este respondeu: "Sim, senhor", mas não foi.
³¹ Qual dos dois fez a vontade do pai?
Eles responderam:
— O primeiro.
Jesus lhes disse:
— Em verdade lhes digo que os publicanos e as prostitutas estão entrando antes de vocês no Reino de Deus.
³² Porque João veio a vocês no caminho da justiça, e vocês não creram nele; mas os publicanos e as prostitutas creram. Vocês, porém, mesmo vendo isso, não se arrependeram depois para crer nele.
A parábola dos lavradores maus
³³ — Escutem outra parábola: Havia um homem, proprietário de uma casa, que plantou uma vinha, cercou-a com uma sebe, construiu nela um lagar, edificou uma torre e a arrendou a uns lavradores. Depois, ausentou-se do país. | 10 |
| 7 | 1. Introdução
Nos capítulos 21 e 22 de Mateus, entramos na Semana da Paixão — o ápice histórico e teológico do Evangelho. Jesus entra em Jerusalém não como um conquistador militar sobre um cavalo de guerra, mas como o Rei prometido pelos profetas, montado com humildade sobre um jumentinho. A ovação popular com ramos e brados de "Hosana!" reconhece abertamente Sua identidade messiânica.
Entretanto, ao entrar no Templo, Jesus executa um ato profético de juízo: expulsando os cambistas, Ele Purifica o lugar sagrado e desmascara a religiosidade mercantilista da época. A partir desse momento, os líderes religiosos — sacerdotes, fariseus, herodianos e saduceus — armam uma sequência de emboscadas teológicas para descredibilizá-Lo. Em resposta, o Mestre desmantela cada armadilha com sabedoria divina, pronuncia parábolas de advertência sobre a rejeição da pedra angular e sintetiza toda a Lei no supremo mandamento do amor.
2. Desenvolvimento Teológico
A. Teologia Bíblica
O Rei Humilde e a Pedra Rejeitada (Zc 9.9 / Sl 118.22-26 / Mt 21.1-11, 42):
A entrada triunfal cumpre literalmente Zacarias 9.9, demonstrando o caráter do Reino de Deus: majestade na humildade. Além disso, ao citar o Salmo 118, Jesus identifica a Si mesmo como a "pedra que os construtores rejeitaram", que se tornou a pedra angular da nova estrutura redentora de Deus.
A Purificação do Templo e o Verdadeiro Culto (Is 56.7 / Jr 7.11 / Mt 21.12-17):
Ao citar Isaías 56 ("casa de oração para todos os povos") e Jeremias 7 ("covil de salteadores"), Jesus confronta o sistema sacrificial corrompido. Ele restaura a verdadeira intenção do Templo ao curar os cegos e coxos no pátio sagrado e acolher o louvor das crianças.
O Banquete Nupcial e a Veste da Justiça (Is 25.6 / Is 61.10 / Mt 22.1-14):
A parábola do banquete de casamento reflete a promessa do Antigo Testamento sobre o grande festim escatológico preparado pelo Senhor. O homem lançado fora por não usar a "veste nupcial" simboliza a tentativa de entrar no Reino sem a justiça imputada por Deus, confiando em farisaísmo e méritos próprios.
B. Teologia Sistemática
Cristologia — A Realeza, Sabedoria e Senhorio de Cristo (Mt 21.1-11; 22.41-46):
Jesus demonstra Onisciência ao predizer a localização dos animais em Betfagé e Sabedoria Insuperável ao responder às controvérsias do imposto e da ressurreição. Ao citar o Salmo 110.1 ("Disse o Senhor ao meu Senhor"), Ele prova que o Messias não é apenas descendente humano de Davi, mas o próprio Senhor divino pré-existente.
Soteriologia — A Suficiência da Graça e a Necessidade de Frutos (Mt 21.18-22; 22.11-14):
A maldição da figueira estéril é uma lição em atos: a profissão de fé sem frutos reais resulta em juízo. A salvação é oferecida gratuitamente a todos nas estradas da vida, mas exige a veste da justiça de Cristo — produzindo uma vida regenerada e frutífera.
Teologia Política e Ética do Reino — Deus, o Estado e o Amor (Mt 22.15-22, 34-40):
A declaração "Deem a César o que é de César e a Deus o que é de Deus" estabelece o equilíbrio do cristão perante a autoridade civil sem jamais ceder a soberania que pertence exclusivamente ao Criador. O amor a Deus e ao próximo é revelado como o cumprimento integral da Lei moral.
3. Cronologia e Leitura Bíblica (Texto na Íntegra — Tradução NAA)
Mateus 21 (NAA)
A entrada triunfal em Jerusalém
¹ Quando se aproximaram de Jerusalém e chegaram a Betfagé, ao monte das Oliveiras, Jesus enviou dois discípulos,
² dizendo-lhes:
— Vão à aldeia que está adiante de vocês e logo encontrarão uma jumenta presa e, com ela, um jumentinho. Desprendam os animais e tragam-nos para mim.
³ E, se alguém lhes disser alguma coisa, respondam: "O Senhor precisa deles." E logo os enviará.
⁴ Ora, isto aconteceu para se cumprir o que foi dito por meio do profeta:
⁵ "Digam à filha de Sião: Eis que o seu Rei vem a você, humilde, montado em jumento, num jumentinho, cria de jumenta." | 11 |
| 8 | 🗓️ Plano de Estudo Bíblico: 'Você é Salvo' — DIA 11
Leitura Principal: Mateus 21 e Mateus 22
Tema Central: O Rei Messiânico Entra em Sua Cidade, Confronta a Religiosidade Falsa e Revela o Banquete do Reino
Versículo do Antigo Testamento
"Alegre-se muito, ó filha de Sião; exulte, ó filha de Jerusalém! Eis que o seu Rei vem a você, humilde, montado em jumento, num jumentinho, cria de jumenta."
— Zacarias 9.9 (NAA) | 10 |
| 9 | 📰 Dias 01 a 15 | Os Evangelhos: A Revelação e a Obra Histórica do Salvador (Promessa, Encarnação, Ministério e Sacrifício). | 10 |
| 10 | 📝 Palavra para Hoje
🗓️ 25 de agosto de 2026
Bom dia!
Bom dia, com a certeza de que Deus fará com que, da sua fraqueza, a força venha a se manifestar!
Tem certos momentos em que Deus não remove imediatamente a fraqueza, porque deseja revelar, justamente naquele lugar, uma força que não poderia ser atribuída a nós. Paulo ouviu do Senhor: “A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza” (2Co 12:9).
Isso significa que a fraqueza não precisa ser o lugar da sua derrota; pode tornar-se o palco da manifestação do poder de Deus. Quando os seus recursos chegam ao limite, os recursos da graça continuam disponíveis.
Hebreus declara que homens e mulheres de fé “da fraqueza tiraram força” (Hb 11:34). Observe: eles não esperaram primeiro sentir-se fortes para avançar. Foi enquanto enfrentavam suas limitações que uma força que vinha de Deus se manifestou neles.
Por isso, entre neste dia declarando:
“Onde sou fraco, a graça me sustenta.
Onde minhas forças terminam, o poder de Deus começa a se manifestar.
Não serei definido pelas minhas limitações, mas pela suficiência daquele que habita em mim.
Da minha fraqueza sairá força; da pressão sairá testemunho; da impossibilidade surgirá uma manifestação da graça.
Hoje, o poder de Cristo repousa sobre mim!”
Você pode até reconhecer a sua fraqueza, mas nunca faça dela a sua identidade. Sua identidade está em Cristo, e a força d’Ele opera poderosamente em você.
Tenha um dia extraordinário, debaixo de uma graça que transforma fraqueza em território de manifestação do poder de Deus!
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| 12 | Exemplo Prático: Em um debate público sobre a legalização do aborto, um cristão, munido dos argumentos de Grudem e Stott, defenderia a santidade da vida desde a concepção, apresentando uma perspectiva bíblica e ética. Ele usaria as análises de Ferreira e Koyzis para identificar as raízes ideológicas que promovem o aborto, e a obra sobre o Politicamente Correto
para articular sua posição de forma clara e corajosa, resistindo à pressão cultural para conformidade e defendendo a vida como um valor inegociável.
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| 13 | 📰 Semana 3: O Cristão como Sal e Luz na Esfera
🗓️ Dia 21: Ética Cristã e Questões Contemporâneas: Vida, Família e Sexualidade
Versículos: Antigo Testamento
Gênesis 2:24 (Vida em família e união): "Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e eles se tornarão uma só carne."
Provérbios 5:18-19 (Sexualidade no casamento): "Seja bendita a sua fonte! Alegre-se com a esposa da sua juventude [...] que os seios dela a satisfaçam sempre, e que você seja encantado pelo seu amor."
Novo Testamento
Efésios 5:31-33 (União familiar e conjugal): "Por isso, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois se tornarão uma só carne. [...] Assim, cada um de vocês deve amar a sua esposa como a si mesmo, e a esposa deve respeitar o seu marido."
1 Coríntios 7:3-5 (Sexualidade e respeito mútuo): "O marido deve cumprir os seus deveres conjugais para com a sua mulher, e da mesma forma a mulher para com o seu marido. A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas sim o marido. Da mesma forma, o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas sim a mulher. Não se recusem um ao outro, exceto por mútuo consentimento..."
Explicação do Tema: Este dia se dedica à aplicação da ética cristã a questões contemporâneas sensíveis e frequentemente debatidas na esfera pública, como a santidade da vida (aborto, eutanásia), a definição e o valor da família, e a sexualidade humana. A discussão
integrará as perspectivas dos livros para oferecer uma base sólida para o posicionamento cristão.
Perspectivas das Obras:
Política Segundo a Bíblia (Wayne Grudem): Grudem aborda diretamente questões como o aborto e o casamento, defendendo a proteção da vida desde a concepção e a visão bíblica do casamento como união entre homem e mulher. Ele argumenta que os cristãos devem lutar por leis que reflitam esses princípios morais, considerando-os fundamentais para uma sociedade justa e ordenada.
Contra a Idolatria do Estado (Franklin Ferreira): Ferreira alertaria para o perigo de o Estado, sob a influência de ideologias seculares, tentar redefinir a vida, a família e a sexualidade de formas que contradizem a lei de Deus. Ele enfatizaria que a fidelidade a Cristo exige que os cristãos resistam a tais redefinições, mantendo a primazia da Palavra de Deus sobre as leis humanas.
Visões e Ilusões Políticas (David Koyzis): Koyzis, ao analisar as ideologias, mostraria como muitas delas, ao absolutizarem a autonomia individual ou a liberdade sexual, podem levar a distorções na compreensão da vida, da família e da sexualidade. Ele defenderia que uma cosmovisão cristã, que reconhece a ordem criada por Deus, oferece uma base mais sólida para a ética nessas áreas, evitando os excessos ideológicos.
Um Cristão em uma Sociedade Não Cristã (John Stott): Stott dedica atenção significativa à ética cristã em relação à vida, à família e à sexualidade. Ele defende a santidade da vida, a importância do casamento heterossexual e monogâmico, e a pureza sexual, argumentando que esses são pilares da sociedade e do testemunho cristão. Ele encoraja os cristãos a viverem e defenderem esses valores em um mundo que os desafia.
Economia e Política na Cosmovisão Cristã (Vários Autores): Embora o foco seja economia e política, a obra pode abordar como as políticas públicas relacionadas à família e à vida afetam a estrutura econômica e social. Por exemplo, políticas que desvalorizam a família podem ter impactos negativos na economia e no bem-estar social, e a ética cristã deve informar a formulação dessas políticas.
O Politicamente Correto e o Papel do Cristão (Vários Autores): O livro é crucial para entender como o politicamente correto busca redefinir a vida, a família e a sexualidade de acordo com agendas progressistas, muitas vezes em oposição direta aos valores cristãos. Ele capacita os cristãos a discernir as raízes ideológicas dessas redefinições e a defender a verdade bíblica com coragem e clareza, sem ceder à pressão cultural. | 28 |
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| 15 | Adote o Modelo de Liderança e Serviço de Cristo (Mt 20.26-28):
Na família, na igreja e no trabalho, renuncie à busca por destaque e controle. Exercite a verdadeira grandeza do Reino colocando seus dons e recursos à disposição dos outros com coração servil.
5. Conclusão
Mateus 19 e 20 colocam o leitor diante de um espelho espiritual indispensável: o ser humano não pode salvar a si mesmo, nem tem direito de exigir nada de Deus com base em suas realizações. A salvação é uma dádiva imerecida de um Pai gracioso, paga ao preço do sangue do Seu Filho. Viver como salvo significa abraçar o discipulado, honrar a ordem de Deus para a vida e servir ao próximo em gratidão ao Grande Rei.
6. Apelo para Confiar e Permanecer em Jesus
Se hoje você reconhece que nada do que possui ou faz pode comprar a vida eterna, renda-se à graça suficiente do Senhor Jesus. Deixe para trás o orgulho, as justificativas próprias e o apego às coisas deste mundo para segui-Lo de todo o coração.
Oração:
"Senhor Deus, reconheço que diante da Tua santidade eu nada tenho a oferecer além de minha necessidade. Agradeço-te porque aquilo que era impossível para mim, o Senhor Jesus realizou na cruz, dando a Sua vida como preço do meu resgate. Liberta o meu coração do amor às riquezas e da busca por aplausos humanos. Ensina-me a servir com humildade e a caminhar todos os dias na Tua soberana graça. Em nome de Jesus, amém."
#estudosedificantes
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| 16 | ⁶ E, saindo por volta da hora undécima, encontrou outros que estavam ali e perguntou-lhes: "Por que vocês ficaram aqui todo o dia sem fazer nada?"
⁷ Eles responderam: "Porque ninguém nos contratou." Ele lhes disse: "Vão vocês também para a vinha."
⁸ Ao cair da tarde, o senhor da vinha disse ao seu administrador: "Chame os trabalhadores e pague-lhes o salário, começando pelos últimos e indo até os primeiros."
⁹ Chegando os que tinham sido contratados por volta da hora undécima, recebeu cada um um denário.
¹⁰ Ao chegarem os primeiros, pensavam que receberiam mais; porém também estes receberam um denário cada um.
¹¹ Mas, ao recebê-lo, murmuravam contra o pai de família, dizendo:
¹² "Estes últimos trabalharam apenas uma hora, e o senhor os igualou a nós, que suportamos o peso do dia e o calor escaldante."
¹³ Mas o proprietário respondeu a um deles: "Amigo, não estou sendo injusto com você. Você não combinou comigo um denário?
¹⁴ Pegue o que é seu e vá embora; pois quero dar a este último tanto quanto dei a você.
¹⁵ Porventura não me é lícito fazer o que quero com o que é meu? Ou você está com inveja porque eu sou bom?"
¹⁶ Assim, os últimos serão primeiros, e os primeiros serão últimos.
Jesus anuncia a sua morte e ressurreição pela terceira vez
¹⁷ Estando Jesus para subir a Jerusalém, chamou à parte os doze discípulos e, pelo caminho, lhes disse:
¹⁸ — Eis que estamos subindo para Jerusalém, e o Filho do Homem será entregue aos principais sacerdotes e aos escribas. Eles o condenarão à morte
¹⁹ e o entregarão aos gentios para ser zombado, açoitado e crucificado; mas, ao terceiro dia, ressuscitará.
O pedido da mãe dos filhos de Zebedeu
²⁰ Então a mãe dos filhos de Zebedeu aproximou-se de Jesus, com seus filhos, e, prostrando-se, pediu-lhe um favor.
²¹ Ele perguntou:
— O que você quer?
Ela respondeu:
— Mande que estes meus dois filhos se assentem no seu Reino, um à sua direita e outro à sua esquerda.
²² Mas Jesus respondeu:
— Vocês não sabem o que estão pedindo. Podem vocês beber o cálice que eu estou prestes a beber?
Eles responderam:
— Podemos.
²³ Jesus lhes disse:
— Vocês beberão o meu cálice, mas o assentar-se à minha direita ou à minha esquerda não cabe a mim conceder; é para aqueles a quem meu Pai o tem preparado.
²⁴ Quando os outros dez ouviram isso, ficaram indignados com os dois irmãos.
²⁵ Então Jesus, chamando-os para junto de si, disse:
— Vocês sabem que os governantes dos gentios os dominam e que os seus grandes exercem autoridade sobre eles.
²⁶ Não há de ser assim entre vocês; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vocês, que seja o seu servo;
²⁷ e quem quiser ser o primeiro entre vocês, que seja o seu escravo;
²⁸ tal como o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.
A cura de dois cegos de Jericó
²⁹ Ao saírem de Jericó, uma grande multidão seguiu Jesus.
³⁰ E eis que dois cegos, assentados à beira do caminho, ouvindo que Jesus passava, gritaram:
— Senhor, Filho de Davi, tem compaixão de nós!
³¹ Mas a multidão os repreendia para que se calassem. Eles, porém, gritavam cada vez mais:
— Senhor, Filho de Davi, tem compaixão de nós!
³² Jesus parou, chamou-os e perguntou:
— O que vocês querem que eu lhes faça?
³³ Eles responderam:
— Senhor, que se abram os nossos olhos!
³⁴ Compadecido, Jesus tocou nos olhos deles, e imediatamente recuperaram a vista e o seguiram.
4. Aplicação Prática
Deposite sua Confiança Exclusivamente na Graça de Deus (Mt 19.25-26):
Reconheça que nem bens materiais, nem boa conduta social, nem tradição religiosa podem assegurar a sua salvação. O que é impossível ao esforço humano foi realizado integralmente por Deus na cruz do Calvário.
Alegre-se com a Misericórdia Concedida aos Outros (Mt 20.13-15):
Evite a postura do trabalhador murmurador que compara sua jornada com a dos outros. O Reino funciona pela generosidade de Deus, não pelo nosso mérito. Celebre o perdão alcançado por qualquer pecador que se arrependa, mesmo na última hora. | 11 |
| 17 | ⁴ Jesus respondeu:
— Vocês não leram que o Criador, desde o princípio, os fez homem e mulher
⁵ e que disse: "Por isso o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne"?
⁶ Assim, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem.
⁷ Eles perguntaram:
— Por que, então, Moisés mandou dar uma carta de divórcio e repudiar a mulher?
⁸ Jesus respondeu:
— Por causa da dureza do coração de vocês, Moisés permitiu que vocês se divorciassem de suas mulheres; mas não foi assim desde o princípio.
⁹ Eu, porém, lhes digo: quem se divorciar da sua mulher, exceto em caso de imoralidade sexual, e se casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério.
¹⁰ Os discípulos disseram a Jesus:
— Se essa é a situação do homem em relação à sua mulher, não convém casar.
¹¹ Ele, porém, lhes respondeu:
— Nem todos são capazes de aceitar este ensino, mas somente aqueles a quem isso é concedido.
¹² Porque há eunucos de nascença; há outros a quem os homens fizeram tais; e há outros que a si mesmos se fizeram eunucos, por causa do Reino dos céus. Quem for capaz de aceitar isso, aceite.
Jesus abençoa as crianças
¹³ Trouxeram-lhe, então, algumas crianças, para que lhes impusesse as mãos e orasse por elas; mas os discípulos os repreendiam.
¹⁴ Jesus, porém, disse:
— Deixem que as crianças venham a mim e não as impeçam, porque dos tais é o Reino dos céus.
¹⁵ E, depois de lhes impor as mãos, foi-se dali.
O jovem rico
¹⁶ Eis que alguém se aproximou de Jesus e lhe disse:
— Mestre, que farei de bom para ter a vida eterna?
¹⁷ Jesus respondeu:
— Por que você me pergunta sobre o que é bom? Bom só existe um. Se você quer entrar na vida, guarde os mandamentos.
¹⁸ Ele perguntou:
— Quais?
Jesus respondeu:
— "Não mate, não cometa adultério, não furte, não dê falso testemunho,
¹⁹ honre o seu pai e a sua mãe" e "ame o seu próximo como a você mesmo".
²⁰ O jovem disse:
— Tudo isso tenho observado. O que me falta ainda?
²¹ Jesus respondeu:
— Se você quer ser perfeito, vá, venda os seus bens, dê o dinheiro aos pobres e você terá um tesouro no céu; depois, venha e siga-me.
²² O jovem, porém, ouvindo esta palavra, retirou-se triste, porque era dono de muitas propriedades.
²³ Então Jesus disse aos seus discípulos:
— Em verdade lhes digo que um rico dificilmente entrará no Reino dos céus.
²⁴ E lhes digo ainda: É mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus.
²⁵ Ouvindo isso, os discípulos ficaram sobremaneira admirados e perguntavam:
— Sendo assim, quem pode ser salvo?
²⁶ Jesus, olhando para eles, disse:
— Para os homens isso é impossível, mas para Deus tudo é possível.
²⁷ Então Pedro disse a Jesus:
— Nós deixamos tudo e seguimos você. O que será de nós?
²⁸ Jesus lhes respondeu:
— Em verdade lhes digo que vocês, que me seguiram, na regeneração, quando o Filho do Homem se assentar no trono da sua glória, também se assentarão em doze tronos para julgar as doze tribos de Israel.
²⁹ E todo aquele que tiver deixado casas, irmãos, irmãs, pai, mãe, filhos ou campos, por causa do meu nome, receberá cem vezes mais e herdará a vida eterna.
³⁰ Porém muitos primeiros serão últimos; e muitos últimos serão primeiros.
Mateus 20 (NAA)
A parábola dos trabalhadores na vinha
¹ — Porque o Reino dos céus é semelhante a um pai de família que saiu de manhã cedo a fim de contratar trabalhadores para a sua vinha.
² E, tendo combinado com os trabalhadores o pagamento de um denário por dia, mandou-os para a sua vinha.
³ Saindo por volta da hora terceira, viu outros que estavam na praça, desocupados,
⁴ e disse-lhes: "Vão vocês também para a vinha, e eu lhes pagarei o que for justo." E eles foram.
⁵ Saindo outra vez, por volta da hora sexta e da hora nona, fez a mesma coisa. | 9 |
| 18 | 1. Introdução
Nos capítulos 19 e 20 de Mateus, a jornada terrestre de Jesus atinge uma etapa crucial: o Mestre encerra Seu ministério na Galileia e inicia a subida decisiva em direção a Jerusalém, onde consumará o plano da redenção. Nestes dois capítulos, Jesus desmantela os pressupostos humanos sobre mérito, justiça, riqueza e liderança, revelando os padrões contraintuitivos do Reino dos Céus.
No capítulo 19, Jesus restaura a santidade do casamento contra o laxismo dos líderes de Sua época, acolhe as crianças com ternura e confronta o jovem rico, mostrando que nenhum bem terreno ou esforço moral próprio é suficiente para comprar a salvação. No capítulo 20, a Parábola dos Trabalhadores na Vinha exemplifica a soberana graça de Deus, que dá de forma igual aos desmerecedores. Diante do pedido de grandeza feito pela mãe dos filhos de Zebedeu, Jesus estabelece a liderança servil e faz a declaração culminante da Sua missão: dar a Sua vida como resgate por muitos. O capítulo se encerra com a cura restauradora dos dois cegos de Jericó.
2. Desenvolvimento Teológico
A. Teologia Bíblica
O Resgate Prometido no Salmo e Cumprido na Cruz (Sl 49.7-8 / Mt 20.28):
O Salmo 49 afirma categorizationamente que nenhum ser humano possui recursos suficientes para pagar o resgate de sua própria vida ou da de seu irmão. Em Mateus 20.28, Jesus revela o cumprimento dessa impossibilidade humana: o próprio Filho do Homem oferece Sua vida como o lutron (preço de resgate) divino para libertar os pecadores da condenação.
A Restauração da Criação no Matrimônio (Gn 1.27; 2.24 / Mt 19.3-9):
Ao ser questionado sobre o divórcio, Jesus remonta à ordem da criação antes da queda. Ele fundamenta a aliança matrimonial no ato criador do Pai, ensinando que a concessão mosaica fora temporária por causa da "dureza de coração", mas no Reino a indissolubilidade da união reflete a fidelidade do próprio Deus.
A Inversão dos Valores na Vinha do Senhor (Is 55.8-9 / Mt 19.30; 20.16):
A repetição da máxima "os últimos serão primeiros, e os primeiros serão últimos" ilustra o abismo entre o pensamento humano e o julgamento divino. O Reino de Deus não funciona sob uma economia de mérito proporcional, mas sob a soberania absoluta da graça generosa do Criador.
B. Teologia Sistemática
Soteriologia — A Impossibilidade da Auto-Salvação (Mt 19.23-26):
A metáfora do camelo passando pelo fundo de uma agulha expressa a total incapacidade humana de alcançar a salvação por meio de riquezas, moralismo ou cumprimento legalista. A pergunta dos discípulos — "quem pode ser salvo?" — encontra resposta no axioma soteriológico central: o que é impossível aos homens é perfeitamente possível para Deus por meio da graça regeneradora.
Cristologia — O Filho do Homem como Servo Sofredor (Mt 20.17-19, 28):
Ao predizer Sua morte pela terceira vez com detalhes cirúrgicos (entrega aos gentios, açoites e crucificação), Jesus articula Sua identidade cristológica não como um conquistador político, mas como o Servo de Isaías 53, cuja morte tem valor substitutivo e expiatório.
Eclesiologia e Ética do Reino — A Grandeza no Serviço (Mt 20.25-28):
A autoridade dentro do Reino de Deus se opõe frontalmente às estruturas de dominação deste mundo. Enquanto as nações valorizam o poder e o status, a comunidade dos remidos é chamada à humildade ativa, onde o verdadeiro líder é aquele que se faz servo e escravo de todos.
3. Cronologia e Leitura Bíblica (Texto na Íntegra — Tradução NAA)
Mateus 19 (NAA)
O ensino sobre o divórcio
¹ Tendo Jesus concluído estes ensinamentos, deixou a Galileia e foi para o território da Judeia, além do Jordão.
² Grandes multidões o seguiram, e ele as curou ali.
³ Alguns fariseus se aproximaram de Jesus, querendo pô-lo à prova, e perguntaram:
— É lícito ao homem divorciar-se de sua mulher por qualquer motivo? | 13 |
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| 20 | 🗓️ Plano de Estudo Bíblico: 'Você é Salvo' — DIA 10
Leitura Principal: Mateus 19 e Mateus 20
Tema Central: O Custo do Discipulado, a Inversão dos Valores no Reino e a Graça Incondicional
Versículo do Antigo Testamento
"Ninguém de modo algum pode remir a seu irmão, nem pagar a Deus o resgate dele — pois o resgate da vida deles é caríssimo, e os recursos jamais bastariam —"
— Salmo 49.7-8 (NAA) | 19 |
