Cuidados fundamentais que as famílias devem ter na escolha de um psicólogo
Vez por outra, o auxílio de um psicólogo é necessário para uma família, seja para para ajudar os pais a compreenderem e apoiarem os temperamentos dos filhos; seja resolver problemas específicos, como ansiedade e depressão; seja para lidar com necessidades especiais, como o espectro autista, altas habilidades ou deficiência intelectual. Muitas vezes, o psicólogo é necessário apenas para, em caso de questionamento, comprovar que está tudo bem com as crianças, por meio de laudo profissional.
O problema é que as famílias não contam com critérios objetivos para a escolha de profissionais da saúde mental que sejam qualificados e respeitem os valores das famílias. Quase sempre, a escolha simplesmente se dá por meio da indicação de amigos e familiares. E essa falta de critérios pode significar trazer um agente de destruição para dentro de casa.
Explico. A psicologia não é uma ciência exata. Aliás, a rigor não é ao menos uma ciência, mas um ramo da filosofia.
Isso significa que a psicologia nunca é neutra e objetiva, mas sua atuação depende radicalmente da visão de mundo adotada em cada uma de suas linhas de atuação. A psicanálise, por exemplo, foi fundada por Freud, que considerava a religião apenas como uma espécie de pensamento mágico infantil que deveria ser ultrapassado no homem maduro. Toda a doutrina do id, ego e superego foi concebida a partir dessa visão de mundo: a psicanálise é, em suma, uma "psicologia ateísta".
No final das contas, a referência central do ser humano se tornou, para a psicanálise, o ego. Em outras palavras, o ego se tornou um absoluto, uma verdadeira divindade, pois tudo gira em torno dele (a esse respeito, há uma excelente obra: Psychology as Religion: The Cult of Self-Worship
https://a.co/d/dpYCD0g).
No outro extremo, o que seria uma psicologia cristã? Ela obviamente parte de Deus como o centro e reconhece o ser humano como possuidor de virtudes, que devem ser estimuladas, e de pecados, que devem ser combatidos. A questão aqui não é satisfazer o ego, mas auxiliar o paciente no seu desenvolvimento espiritual, em sua caminhada em direção a Deus.
Infelizmente, os conselhos regionais de Psicologia têm atuação extremamente ideológica e combatem qualquer visão da psicologia que reconheça o ser humano como transcendente. Por isso, pouquíssimos se apresentam como psicólogos cristãos.
Porém, há algumas linhas da psicologia que respeitam os valores das famílias cristãs e dos crentes em Deus em geral. A primeira delas é a logoterapia, fundada por Viktor Frankl, que entende a busca de sentido como algo fundamental ao ser humano (este livro é de leitura obrigatória: Em Busca De Sentido: Um psicólogo no campo de concentração
https://a.co/d/8OojkV1).
Outra abordagem é a psicologia tomista, baseada na concepção do ser humano formulada por São Tomás de Aquino (vejam uma explicação aqui:
https://youtu.be/JtH1jDYX9Kw). Ele foi um teólogo católico, mas a visão dele do ser humano é aplicável a todas as denominações cristãs.
Finalmente, existe a utilização da Bíblia para a solução de questões de caráter psicológico: é o aconselhamento bíblico, que pode ser utilizado também por pessoas sem formação específica em psicologia. Veja uma introdução ao assunto aqui:
https://youtu.be/8NgpuEVtyms.
Moral da história: o trabalho do psicólogo pode servir tanto para perverter a mente dos nossos filhos, sem que nós percebamos, quanto para apoiar o desenvolvimento moral e espiritual deles, de acordo com os valores familiares.