Alguém me perguntou a opinião sobre as microescolas. Vou responder e aproveitar para explicar as reais vias de ação política que existem para os conservadores no Brasil de hoje.
O PT conseguiu algo inédito na história brasileira: a total hegemonia. Com o apoio irrestrito da cúpula do Judiciário e com quase todo Legislativo "comprado", a esquerda tem o poder total no País.
Entramos em um regime tirânico que pode durar por décadas. Aliás, os pouquíssimos parlamentares que ainda buscam fazer oposição real já correm sérios riscos (por exemplo, de censura, de perda do mandato e até de prisão).
Então, só nos resta sentar e chorar? Não, pelo contrário. Este é o momento de fazermos o dever de casa muito bem feito pela esquerda há décadas: a micropolítica.
A situação é semelhante à de alguém resolve ter uma alimentação saudável apenas depois de contrair diabetes. Aí, não é mais questão de saúde, mas de sobrevivência. O PT é a nossa diabetes; a micropolitica é a nossa dieta (antes, recomendável, agora, a única opção viável).
Atuem nas menores unidades sociais possíveis. Esqueçam as grandes instituições: não dá mais pra ocupar espaços (pensem no isolamento de um professor conservador em uma universidade pública), precisaremos criar novos espaços.
Que pequenas unidades são essas? Obviamente, tudo começa pela família. Não podemos adotar a hipocrisia da esquerda de querer "mudar o mundo" enquanto nossa casa desaba.
Acima da família, temos as pequenas comunidades, criadas espontaneamente na sociedade ou mesmo por ato estatal. Eu já falei muito aqui do conselho tutelar e das comunidades de famílias educadoras, mas hoje vou falar dos escolas.
Quem preza a liberdade educacional, deve estar ciente que as escolas públicas não são uma opção (na verdade, são exatamente a total falta de opções). As grandes escolas particulares na maioria das vezes são uma armadilha, pois tudo o que elas querem é preparar os alunos para exames públicos (Enem e vestibulares).
Restam a educação domiciliar e as pequenas ou até micro escolas particulares, aquelas que têm no máximo 200 alunos e cujos diretores conhecem todos os alunos e pais de alunos pelo nome. Essas escolas preservam sua identidade contra as garras do sistema e geralmente são confessionais e/ou de pedagogias alternativas.
Uma opção a ser levada bem a sério por grupos conservadores/cristãos locais é a criação dessas pequenos, muitas vezes micro escolas mesmo. Aliás, uma escola com apenas uma sala de aula pode ser credenciada oficialmente.
Uma microescola seria um modelo de transição entre o sistema escolar e a educação domiciliar, com intensa participação dos pais e grande flexibilidade pedagógica. É totalmente viável termos nos próximos anos milhares de microescolas espalhadas pelo País: elas podem se tornar verdadeiros refúgios para as nossas crianças.
Se houver interesse, eu posso detalhar melhor a ideia em outros posts.